
Se você lidera marketing, já está enfrentando um grande desafio: os cliques orgânicos no Google caíram nas buscas com resumo de IA e, isso tende a se agravar com o modo IA.
É mudança de comportamento na SERP, página de resultados do Google.
Muita gente que anda dizendo por aí que a culpa é do ChatGPT. Mas vou te explicar aqui o que está realmente acontecendo.
A Ahrefs analisou centenas de milhares de termos e encontrou queda média de ~34,5% no CTR da posição 1 quando há resumos de IA na pesquisa.
Em paralelo, no nosso estudo da NP Digital, acompanhamos 10.383 buscas de 392 pessoas: os AI Overviews surgiram em 29% das consultas.
15,6% dessas exibições receberam clique dentro do próprio bloco; no agregado, os cliques nos AIO representaram 4,6% de todas as buscas monitoradas.
Ainda assim, o Google defende que a busca com IA gera mais consultas, mostra mais links e qualifica melhor os cliques que acontecem.
E agora empurra isso um degrau acima com o AI Mode: experiência conversacional, raciocínio multimodal e links incorporados (carrosséis e “inline”) para estimular a ida às fontes.
Ou seja, menos volume onde a resposta é óbvia, mais valor no clique que exige decisão, e um produto em evolução.
Para quem cuida de orgânico, a leitura é clara: priorizar melhor, otimizar para ser citado nos blocos de IA e recalibrar o mix pensando em Search Everywhere Optimization.
Essa nova abordagem tem sido um grande norte no meu dia a dia como diretora de SEO e quero ajudar você com isso.
Vamos entender melhor sobre a queda de cliques no Google?!
O que tem causado a queda de cliques no Google?
Na minha percepção, dois vetores explicam a queda de cliques no Google.
Primeiro, a resposta completa na própria SERP: quando o AI Overview aparece, parte relevante das dúvidas se resolve ali — contexto, passos e referências sem abrir um site.
No nosso recorte, isso ocorreu em ~29% das buscas acompanhadas.

Segundo, a experiência conversacional do novo modo de IA, que aprofunda a mesma lógica com links “inline” e carrosséis dentro da resposta.
O resultado prático: menos volume de cliques nas consultas de resposta rápida e mais valor relativo nos cliques que exigem avaliação e próximo passo.
Quais os impactos da queda de cliques em links de sites?
O primeiro efeito da queda de cliques do Google é a mudança de mix. Em termos informacionais, parte do público resolve a dúvida no topo da SERP e não sai para o site. Isso desloca a atenção do link tradicional e pressiona o CTR, sobretudo em “o que é” e “como fazer”.
O segundo impacto aparece no painel de métricas. Em Search Console, é comum ver impressões estáveis ou maiores, posição média igual ou melhor e, ainda assim, menos cliques.
No GA4, a sessão orgânica passa a concentrar mais visitas em páginas de decisão (comparativos, produto, preço, prova) e menos em conteúdos puramente informativos.
A leitura para liderança é clara: menos volume bruto, maior valor por clique, e necessidade de recalibrar metas e previsões.
Mas há também efeito direto no portfólio de conteúdo.
Ganham prioridade os ativos que avançam a decisão: comparativos com critérios claros, páginas categoria robustas, páginas de produto com prova e conteúdo transacional com dados estruturados.
Um ponto importante, ainda, é que todo esse movimento também, no médio prazo, tende a aumentar pesquisas de marca, tráfego direto qualificado e propensão a clique nas consultas de avaliação, até porque o usuário já “viu” você algumas vezes e confia mais.
Títulos e aberturas precisam repetir a promessa central da marca, bios e descrições devem manter vocabulário consistente e os conteúdos precisam carregar provas citáveis (dados, definições claras, metodologias) para favorecer menções nos blocos de IA.
Digital PR e conteúdo especialista deixam de ser só construção de links e passam a ser construção de autoridade reconhecível nos resumos de IA.
💡 Agora, vamos para 3 estratégias para crescer com IA que todo negócio precisa considerar? Assista o vídeo do Mayrink e entenda melhor o caminho para escalar seus resultados:
O que o Google tem feito para direcionar tráfego para sites originais?
O Google redesenhou partes do AI Mode para dar mais palco às fontes.
A empresa passou a exibir carrosséis de links dentro da própria resposta (no desktop, com expansão para mobile), substituindo a lógica de “links no rodapé” por ligações contextuais que aparecem no momento em que o usuário sente necessidade de aprofundar.

Em paralelo, links inline ficaram mais inteligentes: os modelos decidem onde inserir cada link dentro do texto, priorizando pontos de maior intenção de clique.
O Web Guide também deixou de viver só na aba “Web” do Search Labs e começou a surgir na aba principal (“Todos”), organizando fontes por tópico quando a consulta pede navegação mais ampla.
Essas mudanças respondem à pressão de publishers e à realidade medida por pesquisas independentes: com resumo de IA na página, as pessoas clicam menos em resultados tradicionais.
O objetivo do Google é encaminhar parte desse fluxo para os sites que originam as informações, oferecendo mais contexto antes do clique e mais pontos de saída para as fontes.
A própria equipe de produto reconhece que haverá variações durante a implementação e que a direção de longo prazo é aumentar a densidade de links com contexto, não apenas adicioná-los ao final das respostas.
Claro que ainda é bem cedo para afirmar que essas melhorias compensam totalmente a perda de cliques em consultas informacionais.
O efeito tende a depender do tipo de busca, da clareza do trecho citado e da qualidade do destino.

Quais ferramentas usar para monitorar a queda de cliques e os resumos de IA?
Eu entendo que devemos começar pelo óbvio: Google Search Console.
Ele mostra cliques, impressões e posição e, no caso dos AI Overviews, trata todo o bloco como uma única posição; cliques em links dentro do resumo contam como clique normal, e a impressão só entra quando o link fica visível (rolagem/expansão).
Mas, para traduzir o impacto em negócio, cruze com o GA4: avalie quais páginas perderam volume informacional e quais ganharam participação em momentos de decisão (comparativos, produto, preço).
Na camada de SERP, ferramentas de monitoramento já enxergam resumos de IA e modo IA.
O Semrush Position Tracking, por exemplo, sinaliza presença do seu domínio dentro de AIO e permite acompanhar a volatilidade de features no Sensor, que é útil para medir quando o resumo passou a aparecer na sua vertical.
Para leitura de mercado, Similarweb ajuda a entender a troca de mix entre cliques e zero-click, com recortes por categoria e impacto em publishers; combine com estudos de referência.
A ferramenta First Answer foca quando e onde você vira “primeira resposta” nos ambientes de IA (AIO/AI Mode, Copilot, Perplexity), captura trechos citados e organiza menções por tema, o que facilita priorizar conteúdos com maior probabilidade de citação clicável.
E o Profund acompanha resumos de IA por conjunto de queries, estima share de citação por domínio/entidade e mostra a evolução das suas aparições ao longo do tempo.
Agora, quero fechar a lista com novidades: a Ubersuggest lançou o AI Search Visibility (beta).
A ferramenta acompanha presença e menções de marca em plataformas de busca com IA e organiza oportunidades por prompt/tema, o que é bem legal para enxergar onde sua marca aparece (ou não) no “andar de cima” da SERP e priorizar conteúdos com maior probabilidade de citação clicável.
Como recalcular sua estratégia digital diante do novo cenário das AI Overviews do Google?
O primeiro passo talvez seja aceitar a assimetria: parte das consultas informacionais se resolve no topo da SERP e o clique migra para momentos de comparação e decisão.
Dito isso, quero deixar claro que o ajuste não é só “otimizar melhor para o Google”.
É incluir SEO em todos os mecanismos e planejar formatos múltiplos, o que chamamos na NP Digital de Search Everywhere Optimization.
Se a decisão do usuário acontece em várias superfícies, sua marca precisa existir, ser citada e converter em cada uma delas: Google, modo AI, Bing/Copilot, Perplexity e afins; YouTube e TikTok para “como fazer”; Instagram agora indexado para descoberta e por aí vai.
É preciso fazer um conteúdo modular e semântica consistente em formatos diferentes.
A mesma tese vira página de comparação no site, vídeo curto com passo-a-passo, carrossel com checklist, FAQ citável e página “entidade-lar” com autoria visível e dados estruturados.
Produtos e serviços exigem feeds e catálogos bem marcados, títulos que repetem a promessa central e provas que sustentam citação em blocos de IA.
Em social, roteiros claros e legendas com palavras-chaves estratégias e descritivas aumentam a encontrabilidade, por exemplo.
A medição também muda de “sessões brutas” para presença e qualidade por superfície: share de resposta em IA, visibilidade em vídeo e social search, crescimento de brand queries, entre outros.
Se o clique ficou mais raro nos termos genéricos, ele precisa valer mais quando ocorre.
Chegamos em um ponto de virada
Quando a resposta mora no topo da SERP, o jogo muda: o clique que sobra fica mais branded-related e o branding ganha peso.
Em outras palavras: menos volume genérico, mais cliques tardios que valem o negócio.
A estratégia vencedora une autoridade e desempenho. Consolide sinais de autoridade autoria, escreva trechos realmente citáveis (definições claras, dados verificáveis, metodologias), alinhe promessa e linguagem em todos os pontos de contato.
As métrica também acompanham essa virada: presença e qualidade por superfície, crescimento de brand queries, citações em IA, avanço de quem chega para decidir.
Se quiser acelerar, eu e o time da NP Digital entramos com uma estratégia para um contexto de Search Everywhere Optimization.
O objetivo é simples: transformar a visibilidade em marca lembrada e a marca lembrada em receita previsível. Fale com a gente!
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