Queda de cliques no Google: alerta que líderes não podem ignorar

Marcella Merigo
Diretora de SEO na NP Digital Brasil
9 min read
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Se você lidera marketing, já está enfrentando um grande desafio: os cliques orgânicos no Google caíram nas buscas com resumo de IA e, isso tende a se agravar com o modo IA. 

É mudança de comportamento na SERP, página de resultados do Google.

Muita gente que anda dizendo por aí que a culpa é do ChatGPT. Mas vou te explicar aqui o que está realmente acontecendo.

A Ahrefs analisou centenas de milhares de termos e encontrou queda média de ~34,5% no CTR da posição 1 quando há resumos de IA na pesquisa. 

Em paralelo, no nosso estudo da NP Digital, acompanhamos 10.383 buscas de 392 pessoas: os AI Overviews surgiram em 29% das consultas.

15,6% dessas exibições receberam clique dentro do próprio bloco; no agregado, os cliques nos AIO representaram 4,6% de todas as buscas monitoradas. 

Ainda assim, o Google defende que a busca com IA gera mais consultas, mostra mais links e qualifica melhor os cliques que acontecem. 

E agora empurra isso um degrau acima com o AI Mode: experiência conversacional, raciocínio multimodal e links incorporados (carrosséis e “inline”) para estimular a ida às fontes. 

Ou seja, menos volume onde a resposta é óbvia, mais valor no clique que exige decisão, e um produto em evolução. 

Para quem cuida de orgânico, a leitura é clara: priorizar melhor, otimizar para ser citado nos blocos de IA e recalibrar o mix pensando em Search Everywhere Optimization.

Essa nova abordagem tem sido um grande norte no meu dia a dia como diretora de SEO e quero ajudar você com isso.

Vamos entender melhor sobre a queda de cliques no Google?!

a nova era da busca de fundo escrito e um notbook flutuando

O que tem causado a queda de cliques no Google?

Na minha percepção, dois vetores explicam a queda de cliques no Google.

Primeiro, a resposta completa na própria SERP: quando o AI Overview aparece, parte relevante das dúvidas se resolve ali — contexto, passos e referências sem abrir um site. 

No nosso recorte, isso ocorreu em ~29% das buscas acompanhadas. 

grafico

Segundo, a experiência conversacional do novo modo de IA, que aprofunda a mesma lógica com links “inline” e carrosséis dentro da resposta. 

O resultado prático: menos volume de cliques nas consultas de resposta rápida e mais valor relativo nos cliques que exigem avaliação e próximo passo.

O primeiro efeito da queda de cliques do Google é a mudança de mix. Em termos informacionais, parte do público resolve a dúvida no topo da SERP e não sai para o site.  Isso desloca a atenção do link tradicional e pressiona o CTR, sobretudo em “o que é” e “como fazer”. 

O segundo impacto aparece no painel de métricas. Em Search Console, é comum ver impressões estáveis ou maiores, posição média igual ou melhor e, ainda assim, menos cliques. 

No GA4, a sessão orgânica passa a concentrar mais visitas em páginas de decisão (comparativos, produto, preço, prova) e menos em conteúdos puramente informativos. 

A leitura para liderança é clara: menos volume bruto, maior valor por clique, e necessidade de recalibrar metas e previsões.

Mas há também efeito direto no portfólio de conteúdo. 

Ganham prioridade os ativos que avançam a decisão: comparativos com critérios claros, páginas categoria robustas, páginas de produto com prova e conteúdo transacional com dados estruturados. 

Um ponto importante, ainda, é que todo esse movimento também, no médio prazo, tende a aumentar pesquisas de marca, tráfego direto qualificado e propensão a clique nas consultas de avaliação, até porque o usuário já “viu” você algumas vezes e confia mais.

Títulos e aberturas precisam repetir a promessa central da marca, bios e descrições devem manter vocabulário consistente e os conteúdos precisam carregar provas citáveis (dados, definições claras, metodologias) para favorecer menções nos blocos de IA.

Digital PR e conteúdo especialista deixam de ser só construção de links e passam a ser construção de autoridade reconhecível nos resumos de IA. 

💡 Agora, vamos para 3 estratégias para crescer com IA que todo negócio precisa considerar? Assista o vídeo do Mayrink e entenda melhor o caminho para escalar seus resultados:

O que o Google tem feito para direcionar tráfego para sites originais?

O Google redesenhou partes do AI Mode para dar mais palco às fontes. 

A empresa passou a exibir carrosséis de links dentro da própria resposta (no desktop, com expansão para mobile), substituindo a lógica de “links no rodapé” por ligações contextuais que aparecem no momento em que o usuário sente necessidade de aprofundar.

mostrando uma ia

Em paralelo, links inline ficaram mais inteligentes: os modelos decidem onde inserir cada link dentro do texto, priorizando pontos de maior intenção de clique. 

O Web Guide também deixou de viver só na aba “Web” do Search Labs e começou a surgir na aba principal (“Todos”), organizando fontes por tópico quando a consulta pede navegação mais ampla.

Essas mudanças respondem à pressão de publishers e à realidade medida por pesquisas independentes: com resumo de IA na página, as pessoas clicam menos em resultados tradicionais.

O objetivo do Google é encaminhar parte desse fluxo para os sites que originam as informações, oferecendo mais contexto antes do clique e mais pontos de saída para as fontes. 

A própria equipe de produto reconhece que haverá variações durante a implementação e que a direção de longo prazo é aumentar a densidade de links com contexto, não apenas adicioná-los ao final das respostas.

Claro que ainda é bem cedo para afirmar que essas melhorias compensam totalmente a perda de cliques em consultas informacionais. 

O efeito tende a depender do tipo de busca, da clareza do trecho citado e da qualidade do destino.

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Quais ferramentas usar para monitorar a queda de cliques e os resumos de IA?

Eu entendo que devemos começar pelo óbvio: Google Search Console

Ele mostra cliques, impressões e posição e, no caso dos AI Overviews, trata todo o bloco como uma única posição; cliques em links dentro do resumo contam como clique normal, e a impressão só entra quando o link fica visível (rolagem/expansão).

Mas, para traduzir o impacto em negócio, cruze com o GA4: avalie quais páginas perderam volume informacional e quais ganharam participação em momentos de decisão (comparativos, produto, preço). 

Na camada de SERP, ferramentas de monitoramento já enxergam resumos de IA e modo IA.

O Semrush Position Tracking, por exemplo, sinaliza presença do seu domínio dentro de AIO e permite acompanhar a volatilidade de features no Sensor, que é útil para medir quando o resumo passou a aparecer na sua vertical. 

Para leitura de mercado, Similarweb ajuda a entender a troca de mix entre cliques e zero-click, com recortes por categoria e impacto em publishers; combine com estudos de referência.

A ferramenta First Answer foca quando e onde você vira “primeira resposta” nos ambientes de IA (AIO/AI Mode, Copilot, Perplexity), captura trechos citados e organiza menções por tema, o que facilita priorizar conteúdos com maior probabilidade de citação clicável.

E o Profund acompanha resumos de IA por conjunto de queries, estima share de citação por domínio/entidade e mostra a evolução das suas aparições ao longo do tempo.

Agora, quero fechar a lista com novidades: a Ubersuggest lançou o AI Search Visibility (beta). 

A ferramenta acompanha presença e menções de marca em plataformas de busca com IA e organiza oportunidades por prompt/tema, o que é bem legal para enxergar onde sua marca aparece (ou não) no “andar de cima” da SERP e priorizar conteúdos com maior probabilidade de citação clicável.

Como recalcular sua estratégia digital diante do novo cenário das AI Overviews do Google?

O primeiro passo talvez seja aceitar a assimetria: parte das consultas informacionais se resolve no topo da SERP e o clique migra para momentos de comparação e decisão. 

Dito isso, quero deixar claro que o ajuste não é só “otimizar melhor para o Google”. 

É incluir SEO em todos os mecanismos e planejar formatos múltiplos, o que chamamos na NP Digital de Search Everywhere Optimization

Se a decisão do usuário acontece em várias superfícies, sua marca precisa existir, ser citada e converter em cada uma delas: Google, modo AI, Bing/Copilot, Perplexity e afins; YouTube e TikTok para “como fazer”; Instagram agora indexado para descoberta e por aí vai.

É preciso fazer um conteúdo modular e semântica consistente em formatos diferentes. 

A mesma tese vira página de comparação no site, vídeo curto com passo-a-passo, carrossel com checklist, FAQ citável e página “entidade-lar” com autoria visível e dados estruturados. 

Produtos e serviços exigem feeds e catálogos bem marcados, títulos que repetem a promessa central e provas que sustentam citação em blocos de IA. 

Em social, roteiros claros e legendas com palavras-chaves estratégias e descritivas aumentam a encontrabilidade, por exemplo.

A medição também muda de “sessões brutas” para presença e qualidade por superfície: share de resposta em IA, visibilidade em vídeo e social search, crescimento de brand queries, entre outros.

Se o clique ficou mais raro nos termos genéricos, ele precisa valer mais quando ocorre. 

Chegamos em um ponto de virada

Quando a resposta mora no topo da SERP, o jogo muda: o clique que sobra fica mais branded-related e o branding ganha peso. 

Em outras palavras: menos volume genérico, mais cliques tardios que valem o negócio.

A estratégia vencedora une autoridade e desempenho. Consolide sinais de autoridade autoria, escreva trechos realmente citáveis (definições claras, dados verificáveis, metodologias), alinhe promessa e linguagem em todos os pontos de contato.

As métrica também acompanham essa virada: presença e qualidade por superfície, crescimento de brand queries, citações em IA, avanço de quem chega para decidir.

Se quiser acelerar, eu e o time da NP Digital entramos com uma estratégia para um contexto de Search Everywhere Optimization.

O objetivo é simples: transformar a visibilidade em marca lembrada e a marca lembrada em receita previsível. Fale com a gente!

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Marcella Merigo

Sobre Neil Patel:

Diretora de SEO na NP Digital Brasil

Consultora de Marketing Digital especializada em SEO e Marketing de Conteúdo, Marcella atua como diretora de SEO da NP Digital Brasil, liderando um time com mais de 60 profissionais para atingir os melhores resultados de crescimento de tráfego orgânico e receita online para empresas SMB e Enterprise. Com mais de 12 anos de experiência profissional nas áreas de Comunicação e Marketing, também trabalhou em empresas como Banco Santander e TV Globo.

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Neil Patel

source: https://neilpatel.com/br/blog/queda-de-cliques-no-google-causa-impactos-no-seo/