
Muitas pesquisas não terminam com um usuário clicando em um site. São as chamadas zero click searches (pesquisas com nenhum clique). Pois é!
Em vez disso, os usuários realizam uma pesquisa no Google, encontram as informações que desejam diretamente na página de resultados do mecanismo de busca (SERP) e depois saem. Isso porque existem recursos de inteligência artificial que já resumem e trazem respostas objetivas logo na parte superior da página.
Se você está preocupado com o impacto disso em seus esforços de SEO, estou aqui para ajudar.
Neste artigo, você aprenderá sobre os seus tipos, porque elas estão crescendo e como otimizar sua estratégia de SEO adequadamente!
Pontos-chave do conteúdo:
- Uma pesquisa zero click é aquela em que o Google fornece as informações que você precisa sem precisar clicar em um site nos SERPs;
- Essas pesquisas estão crescendo graças à variedade de recursos de pesquisa do Google que respondem a milhões de consultas instantaneamente;
- Otimizar para pesquisas com zero cliques melhoram a estrutura do seu conteúdo e aumentam seu EEAT, principalmente ao implementar esquemas e otimizar para SEO local.
O que é zero-click search?

Pesquisas com zero clique ocorrem quando os usuários recebem uma resposta à sua consulta sem clicar em um link na página de resultados do mecanismo de busca (SERP).
Essas pesquisas acontecem quando o Google ou outro mecanismo de busca responde a uma pergunta diretamente.
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Você provavelmente já fez centenas dessas pesquisas, seja pesquisando sobre o clima:

Ou o elenco de um filme:

O Google fornece essas respostas diretas extraindo dados de fontes de terceiros.
Por exemplo, consultas relacionadas ao clima são extraídas do weather.com.
As pesquisas de zero clique são uma ótima experiência para o usuário. Mas elas não são ideais para sites…
Embora alguns resultados possam colocar sua marca em destaque no topo das SERPs, você não obtém tráfego como recompensa.
Isso significa menos receita de publicidade, menos oportunidades de compra e a incapacidade de construir relacionamentos com clientes em potencial.
Pior ainda, essas pesquisas são uma tendência crescente nos mecanismos de busca, emulando as preferências dos usuários de usar itens como mídias sociais e ferramentas de IA para preencher a função dos mecanismos de busca.
Segundo a Similarweb, em 2026, 69% das pesquisas no Google terminam sem clique. Segundo o Ahrefs, é uma diminuição de 58% na média de click-through rate (CTR).
Então, o que está acontecendo?
Por que as pesquisas com zero clique estão crescendo?
Os cliques diminuíram devido a recursos de pesquisa como visões gerais de IA e snippets em destaque que imediatamente fornecem aos pesquisadores as informações de que eles precisam.
Mas também depende do Google enviar tráfego para produtos de propriedade do Google, como o YouTube e o Google Flights.
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Impacto das redes sociais e outros canais
Os sites não estão perdendo cliques apenas para os recursos de pesquisa do Google.
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Os consumidores estão cada vez mais procurando conteúdo em outras plataformas, como:
- Redes sociais: as pessoas confiam em plataformas como TikTok e X para notícias e informações;
- Ferramentas de IA: tanto a Perplexity quanto o ChatGPT estão lançando mecanismos de busca;
- YouTube: é o segundo maior mecanismo de busca do mundo;
- Amazon: se você estiver procurando por um produto, é provável que você pesquise primeiro na Amazon.
O aumento dos recursos de pesquisa zero click e plataformas de terceiros é ótimo para consumidores que acham mais fácil do que nunca descobrir conteúdo.
Mas também significa que as marcas devem trabalhar ainda mais para ganhar tráfego orgânico.
O SEO ainda funciona em 2026?
Sim. Mas o jogo mudou para o Search Everywhere Optimization, novo conceito que encapsula as mudanças do SEO atual.
Há alguns anos, a pergunta era simples: como aparecer no Google?
Em 2026, a pergunta é outra: como aparecer em todos os lugares onde as pessoas procuram respostas?
Google. ChatGPT. Gemini. Perplexity. TikTok. Reddit. YouTube. Instagram. Amazon. Marketplaces. Assistentes de IA.
O comportamento de busca se espalhou como o universo cinematográfico da Marvel: não existe mais uma única tela principal. Existem dezenas de pontos de contato.
Muita gente olha para o crescimento das inteligências artificiais e conclui que o SEO morreu. Eu vejo exatamente o contrário. O SEO não morreu. Ele evoluiu.
Pense no SEO tradicional como uma banda de rock que dominava o rádio nos anos 90. Agora o público também está no Spotify, no TikTok e no YouTube Shorts. A música continua existindo. O desafio é estar presente em todos os canais.
É aí que entra o conceito de Search Everywhere.
Como fazer o seu site ser citado como fonte pelas inteligências artificiais?
Quando alguém faz uma pergunta ao ChatGPT, Gemini ou Perplexity, de onde vem a resposta? Essa é a pergunta que toda empresa deveria estar fazendo agora.
As inteligências artificiais não inventam informações do nada. Elas procuram fontes confiáveis, em dados estruturados e conteúdos que demonstrem autoridade.
Se você quer ganhar visibilidade na era do Search Everywhere, precisa pensar menos em rankings e mais em ser uma referência.
Como disse o CEO da NP Digital Brasil, Rafael Mayrink, em publicação no portal HSM Management:
“você precisa produzir a resposta que a IA vai escolher entregar. Isso significa responder a pergunta nas primeiras 150 palavras, provar com dados, estruturar o conteúdo em tabelas e listas que facilitem a extração. A IA não lê como humano. Ela extrai. Quem facilita essa extração, tem mais chance de ser citado”
Respostas diretas (Direct Answers)
As IAs adoram clareza.
Quanto mais objetiva for a resposta para uma pergunta específica, maiores as chances de ela ser utilizada como fonte.
Eu percebo isso constantemente ao analisar milhares de páginas. Muitos sites escrevem artigos de 3 mil palavras, mas levam 800 palavras apenas para chegar ao ponto principal. As IAs não têm paciência para isso.
Se alguém pesquisa “o que é Search Everywhere?”, por exemplo, sua página deve oferecer uma definição clara logo no início.
Pense nisso como uma entrevista de televisão. Se o apresentador fizer uma pergunta e você responder depois de cinco minutos de introdução, provavelmente sua fala será cortada. As IAs funcionam de forma parecida.
Por isso, crie blocos de resposta objetiva, listas, definições e perguntas frequentes. Quanto mais fácil for extrair a informação, maior a probabilidade de sua marca ser citada.
Dados estruturados e tabelas
Imagine que você está organizando uma biblioteca gigantesca.
Você prefere livros espalhados pelo chão ou devidamente catalogados nas estantes?
As inteligências artificiais pensam da mesma forma.
Dados estruturados ajudam mecanismos de busca e modelos de IA a entender exatamente o que está sendo apresentado.
Tabelas comparativas, FAQs, listas numeradas, marcações Schema e dados organizados facilitam a interpretação do conteúdo.
Vejo isso acontecer com frequência em auditorias de SEO. Dois sites podem ter exatamente a mesma informação, mas aquele que organiza melhor seus dados costuma ganhar mais visibilidade.
Não é apenas sobre o que você diz.
É sobre como você apresenta o que diz.
Informações proprietárias e E-E-A-T
Quer saber o que as IAs mais valorizam atualmente?
Informação que não existe em outro lugar.
Se todo mundo está repetindo a mesma definição, por que uma inteligência artificial escolheria citar você?
É por isso que pesquisas próprias, estudos de caso, dados exclusivos e experiências reais se tornaram tão importantes.
Quando compartilho resultados obtidos com clientes ou dados coletados pela minha equipe, estou oferecendo algo que não pode ser copiado de uma simples busca.
Esse é o coração do E-E-A-T: Experience, Expertise, Authoritativeness e Trustworthiness.
Mas como colocar isso em prática já no primeiro dia?
Comece pelo básico.
Assine seus conteúdos com especialistas reais da empresa. Inclua exemplos, aprendizados e experiências próprias em vez de repetir o que todos os concorrentes já publicaram.
Cite fontes confiáveis e mostre evidências sempre que fizer uma afirmação importante. Atualize com frequência as informações em seus artigos e publicações.
Pequenas mudanças como essas já ajudam buscadores e IAs a entender que existe uma pessoa — ou uma marca — com conhecimento real por trás do conteúdo.
Se você já assistiu à série “The Bear”, sabe que um restaurante não constrói reputação apenas pela decoração. A reputação nasce da consistência do trabalho realizado todos os dias.
Com conteúdo acontece exatamente a mesma coisa.

Quais os caminhos para reter o público e gerar vendas em uma busca sem cliques?
Uma das maiores preocupações dos profissionais de marketing atualmente é o avanço das chamadas buscas sem clique. E a preocupação é legítima.
Se a IA responde diretamente à pergunta, como gerar tráfego?
Mas talvez essa não seja a pergunta certa. A pergunta correta é: como gerar valor quando o clique deixa de ser obrigatório?
Focar em buscas de alta intenção
Nem toda busca tem o mesmo valor.
Alguém pesquisando “o que é CRM” está em um estágio diferente de quem procura “melhor CRM para pequenas empresas”.
A segunda busca possui muito mais intenção comercial.
Em vez de perseguir apenas volume, concentre seus esforços em consultas próximas da decisão de compra.
É exatamente o que tenho recomendado para empresas nos últimos anos.
- Menos obsessão por métricas de vaidade;
- Mais foco em receita.
Em um cenário de Search Everywhere, os conteúdos que resolvem dúvidas superficiais podem ser consumidos diretamente pelas IAs. Já as buscas relacionadas à comparação, avaliação e decisão continuam gerando oportunidades valiosas.
Blindar os termos de marca
Se as pessoas procuram diretamente pela sua marca, você possui uma vantagem competitiva enorme.
Por isso, uma das prioridades em 2026 é fortalecer o reconhecimento da marca.
Pense em empresas como Netflix, Spotify ou Nubank.
Quando alguém procura especificamente por elas, está buscando uma solução conhecida.
Quanto mais forte sua marca se torna, menos dependente você fica dos algoritmos.
Isso significa investir em branding, conteúdo, relações públicas, comunidade e experiência do cliente.
A melhor proteção contra mudanças de algoritmo continua sendo uma marca forte.
Trabalhar o Social SEO
Muita gente ainda trata redes sociais e SEO como disciplinas separadas.
Esse é um erro.
Hoje, milhões de pessoas pesquisam diretamente no TikTok, Instagram, YouTube e LinkedIn.
Principalmente as gerações mais jovens.
Quantas vezes você já procurou um restaurante pelo Instagram antes de visitar o site? Ou assistiu a um review no YouTube antes de comprar um produto?
Isso é Search Everywhere na prática.
As redes sociais deixaram de ser apenas canais de distribuição. Elas se tornaram mecanismos de busca.
Por isso, seu conteúdo precisa ser encontrado em múltiplas plataformas. Pense em:
- Legendas otimizadas;
- Títulos estratégicos;
- Palavras-chave naturais;
- Conteúdo reutilizado em diferentes formatos.
O futuro pertence a quem é encontrado em todos os lugares
Se você chegou até aqui, provavelmente percebeu que a pergunta inicial estava errada.
O SEO não deixou de funcionar em 2026 e as pesquisas zero click não são o fim do mundo.
O que deixou de funcionar foi a visão limitada de SEO.
Estamos entrando em uma era em que as pessoas fazem perguntas em qualquer lugar. E as marcas vencedoras serão aquelas capazes de responder em qualquer lugar também.
FAQ
O que é zero click?
Zero click é quando o usuário encontra a resposta diretamente no Google, ChatGPT, Perplexity ou outro mecanismo de busca sem precisar clicar em um site. Isso reduz o tráfego, mas aumenta a importância de ser citado como fonte confiável.
Como o ChatGPT e o Perplexity afetam a estratégia de conteúdo das empresas?
Essas plataformas priorizam conteúdos claros, bem estruturados e baseados em experiência real. Por isso, as empresas precisam fortalecer sua autoridade e otimizar conteúdos para serem encontrados além do Google.
Como apresentar a queda de tráfego orgânico para a diretoria da empresa?
Mostre que o comportamento de busca está mudando e complemente a análise com métricas de negócio, como leads, vendas, conversões e crescimento de marca. Menos cliques não significam necessariamente menos resultados.