Neil Patel

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Google EEAT: o que é, impactos e como fortalecer

google eeat

O Google EEAT é a nova série de diretrizes do maior buscador do mundo para avaliar a qualidade das páginas na internet, bem como definir seu ranqueamento. A sigla quer dizer Experience, Expertise, Authoritativeness e Trust.

E se você é minimamente antenado nas atualizações de algoritmo e diretrizes do Google, sabe que a sigla agora conta com uma letrinha a mais.

O “E” extra, de Experience, entrou na equação com o update de dezembro de 2022 e agora é um dos novos e mais importantes pilares que determinam a qualidade de uma página online.

Eu costumo falar bastante isso, mas vou repetir aqui: essas quatro palavrinhas são a descrição perfeita de “sites e conteúdos que entregam enorme valor”.

Experiência, especialidade, autoridade e confiança.

E aí, que tal entender mais sobre esse conjunto de diretrizes e o impacto do Google EEAT para o SEO? Te conto tudo que sei nesse artigo, onde vou descomplicar o tema.

Ei, antes de continuar: e se eu te disse que tenho um checklist das principais técnicas para turbinar seu tráfego e melhorar seu ranqueamento no Google? Legal, certo? Então, eu disponibilizei ele para todo mundo, é só baixar. Aproveite!

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O que é o Google EEAT?

O Google EEAT é um a diretriz de qualidade de conteúdo por trás do guideline de ranqueamento de páginas do buscador. É o que o Google avalia ao qualificar uma página web e posicioná-la em seus resultados de busca: experiência, especialidade, autoridade e confiança.

De acordo com o Search Quality Evaluator Guidelines, todos esses quatro fatores são importantes ao considerar o PQ (Page Quality) de um site.

O documento cita que o objetivo da avaliação de PQ “é avaliar o quão bem a página atinge seu propósito”.

Assim, ao preencher suas páginas com conteúdo considerado de alta qualidade, seu negócio pode:

  • Melhores posições na SERP: sejamos sinceros, o Google ama um bom conteúdo que contribua em cada uma das diretrizes.
  • Melhores métricas comportamentais: você otimiza algumas métricas como o tempo no site e cliques para outras páginas.
  • Mais compartilhamentos e backlinks: um bom conteúdo EEAT tem maiores chances de ser compartilhado em redes sociais ou linkado em conteúdos de terceiros.
  • Mais trechos em destaque: sabe quando você pesquisa algo e o Google retorna uma frase ou parágrafo em destaque? Com mais conteúdos EEAT, você tem mais chances de cair nesse filtro e ficar na invejada posição zero.

Mas e aí, o que cada uma das diretrizes significa? Bom, vou te explicar em detalhes a seguir:

Agora, é hora de voltar ao artigo para conferir o que as diretrizes significam. Te explico em detalhes a seguir:

Experience

Você já confiou nos conselhos de culinária de alguém que nem sabe cozinhar um ovo? Eu não.

É aí que o conceito de “Experiência” entra no EEAT do Google.

É tudo uma questão de credibilidade, nascida do envolvimento pessoal e prático com um tópico específico.

Se você é um especialista em reforma de casas e compartilha dicas sobre como instalar armários de cozinha, seus leitores precisam confiar que você já martelou pregos em uma parede, concorda?

Aqui, a chave é ser autêntico.

Não pense na experiência como uma ideia abstrata, algo perigoso para quem quer produzir bons conteúdos.

Na verdade, considere como um ativo tangível — um plus que pode aumentar a confiabilidade do seu conteúdo.

Expertise

Você já correu a maratona e ganhou a medalha, mas como demonstrar essa experiência na prática?

No EEAT, expertise significa o nível de conhecimento que você possui em seu nicho específico. Ou seja, seu nível de especialização.

Por exemplo, um especialista em cibersegurança que escreve sobre os mais recentes riscos e ameaças online deve estar equipado com mais do que apenas uma compreensão geral sobre antivírus.

Ele deve estar familiarizado com as complexidades de malwares, firewalls e VPNs.

Ele precisa conhecer as táticas de engenharia social por trás de um ataque de phishing, bem como as particularidades de um script XSS, as características de um ataque de DDoS e quais as principais brechas de segurança exploradas no Brasil.

Além disso, ele necessita ter conhecimento histórico: é seu dever conhecer os detalhes de casos como o do vírus NotPetya, do ataque de ransomware WannaCry e o vazamento de dados da Equifax, em 2017.

Quanto mais profundo o seu conhecimento, mais rico o seu conteúdo, maior a sua especialização. E o Google adora isso.

Authoritativeness

Tem uma frase aqui dos Estados Unidos que adoro: “walk the talk” — em uma tradução livre, seria algo como “falar é fácil” . A usaria para descrever esse pilar.

Aqui, isso significa transformar seu conhecimento e experiência em uma autoridade reconhecida.

Digamos que você seja um guru do fitness.

Escrever um artigo aprofundado sobre os benefícios do treinamento intervalado de alta intensidade (HIIT) mostra seu conhecimento e experiência, mas para por aí.

Não que seja pouco, mas falta um ingrediente: o reconhecimento público, aspecto que realmente transmite sua autoridade.

E isso se dá como, no marketing digital? Com a menção ao seu nome, conteúdos e links em outros sites ou blogs fitness e focados em saúde.

É o que aumenta sua visibilidade aos olhos do Google.

Trust

Confiança. Esse é o pilar mais importante. A diretriz que é o resultado direto de todas as outras.

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E o que ela quer dizer? De acordo com o documento do Google: “considera até que ponto a página é precisa, honesta, segura e confiável”.

Vale dizer que esse entendimento muda de site para site. O conceito de “trust” em um blog de receitas é diferente de um e-commerce, concorda?

O Google também, por isso, ele dá alguns exemplos:

  • Lojas online precisam de sistemas de pagamento online seguros e atendimento ao cliente confiável.
  • Análises e reviews de produtos devem ser honestas e escritas para ajudar outras pessoas a tomar decisões de compra informadas (em vez de apenas vender o produto).
  • As páginas informativas sobre tópicos YMYL (Your Money or Your Life, basicamente, conteúdos que impactam sua saúde, estado mental e condição financeira) claros devem ser precisas para evitar danos às pessoas e à sociedade.
  • Postagens de redes sociais sobre tópicos não-YMYL podem não precisar de um alto nível de confiança, por exemplo, em situações em que o objetivo do post seja entreter o público e o seu conteúdo não corre o risco de causar danos.

Qual é a diferença entre o Google EEAT e o Google EAT?

diferença entre o google eeat e o google eat

Não existe diferença prática entre o Google EEAT e o EAT. Na verdade, o primeiro é a evolução do segundo, com a inclusão do fator “experiência” à equação.

De acordo com o comunicado do Google, a alteração visa melhorar ainda mais a experiência do usuário e a qualidade dos resultados apresentados pela SERP.

Olha só o que eles falaram:

O conteúdo também demonstra que foi produzido com algum grau de experiência, como o uso real de um produto, a visita a um lugar ou a comunicação da experiência de uma pessoa? Em algumas situações, é importante que o conteúdo tenha sido produzido por alguém que tem experiência em primeira mão sobre o assunto.

Por exemplo, se você estiver procurando informações sobre como preencher corretamente suas declarações de impostos, é provável que você queira ver conteúdo produzido por um especialista em contabilidade.

No entanto, se estiver procurando por avaliações de um software de declaração de impostos, talvez você esteja procurando um tipo de informação diferente, como discussões em um fórum de pessoas com experiência em diferentes serviços.

Eu não poderia ter explicado melhor que os próprios.

Quais são os impactos do Google EEAT na produção de conteúdos?

O impacto do Google EEAT para o SEO é enorme. Essas diretrizes transformaram a maneira como nós pensamos e produzimos conteúdos. Fez todos nós revermos o nosso próprio conceito de “bom conteúdo”.

Primeiro, vale entender como o algoritmo do Google rastreia as nossas páginas. Ele não lê tudo que está escrito aqui como uma coisa só.

Pelo contrário, há uma separação:

  • main content ou MC (conteúdo principal): qualquer parte da página que a ajuda diretamente a atingir seu objetivo. Pode ser texto, imagens, vídeos, recursos (por exemplo, calculadoras, jogos) e pode ser conteúdo criado por usuários do site, como vídeos, resenhas, artigos, comentários, etc.
  • supplementary content ou SC (conteúdo complementar): contribui para uma boa experiência do usuário, mas não ajuda diretamente a página a atingir seu objetivo. É uma parte importante da UX. Um tipo comum de SC são os links que permitem aos usuários visitar outras partes do site.
  • advertisements/monetizations ou Ads (publicidade): pode contribuir para uma boa experiência do usuário. Anúncios são conteúdos e/ou links exibidos com a finalidade de monetizar (ganhar dinheiro com) a página.

Ou seja, ficou claro o que o Google vê como principal em sua página, certo? Pegue como exemplo esse blogpost que você está lendo. O robô com certeza já analisou que esse textão todo aqui é o MC.

Agora, como ele avalia ele? O que torna o meu artigo bom ou ruim aos olhos do Google?

De acordo com o Search Quality Evaluator Guidelines, o principal pilar aqui é entender “até que ponto o MC possibilita que a página alcance seu propósito e ofereça uma experiência satisfatória”.

O documento ainda cita outros fatores.

O algoritmo é capaz de analisar o tanto de esforço, originalidade, talento ou habilidade e precisão que o texto possui.

Cada um desses pontos tem sua definição própria do Google, mas eu resolvi escreveu meu take em cima de cada uma, olha só:

Esforço

No cosmos digital, onde cada milissegundo importa, “esforço” é mais do que apenas passar o tempo no teclado.

Trata-se das pequenas coisas, de polir cada pixel e oferecer uma experiência que, se não rica, ao menos recompensadora.

Quando falo de esforço, quero dizer colocar sua energia e experiência na criação de conteúdo exclusivo e satisfatório — ou no design de uma página que impressiona seu público com sua funcionalidade.

Pense nisso como traduzir um poema — há uma arte e uma ciência nisso.

Claro, as máquinas podem fazer o trabalho, mas é o toque humano que traz à tona a verdadeira beleza, as nuances que uma máquina nunca poderia entender.

Originalidade

Esse é o molho secreto que diferencia seu conteúdo do oceano de informações que existe por aí.

O Google adora conteúdo novo e exclusivo — não que isso seja novidade, certo? — que não seja apenas um copiar e colar de outro lugar.

Se outros sites estão distribuindo as mesmas coisas, a fonte original pontua mais alto — pense nisso antes de somente pegar um pedaço de informação já existente e alterar com alguns sinônimos.

O Google exige muito mais do que isso — ele quer algo original.

Então, vá em frente e mostre sua perspectiva, percepções e experiências únicas.

Talento ou habilidade

Chame isso de talento, habilidade ou mágica, trata-se de criar uma página que proporcione uma experiência única para seu público.

Seja você um escritor que usa palavras para criar narrativas envolventes ou um designer capaz de criar visuais cativantes, sua habilidade é o que fará com que seus visitantes voltem.

Precisão

Em meio ao turbulento oceano de informações online, ser preciso é como navegar em meio a isso tudo com uma bússola.

Quando seu conteúdo é factualmente preciso, especialmente naqueles tópicos sensíveis de YMYL, ele não apenas gera confiança, mas também consolida sua reputação como uma fonte sólida para os temas em questão.

Para isso, é importante permanecer consistente com o que especialistas do setor falam.

Isso não quer dizer, porém, que seu conteúdo não pode contestar informações já estabelecidas. No entanto, é preciso fazê-lo com base em dados, informações e experiências consolidadas.

Como fortalecer o EEAT da sua empresa?

E aí, como aplicar o Google EEAT e conquistar o algoritmo para colocar suas páginas no topo dos resultados de busca?

Bem, essa é uma resposta que eu e minhas agências ao redor do mundo vendemos bem. Mas eu posso te dar algumas dicas aqui, porque sim: varia de caso para caso.

Em geral, pense nesse como um processo de criação de uma base sólida de confiança, credibilidade e experiência que serve não ao mecanismo de pesquisa em si, mas ao seu público.

Veja como você pode fazer isso:

Cite fontes confiáveis

Pense no seu conteúdo como um processo judicial em que todas as reivindicações precisam de evidências robustas.

Confie em fontes respeitáveis que tenham autoridade e confiabilidade, em dados reais e informações comprovadas.

Incentive avaliações de usuários

Imagine que você quer comprar um novo smartphone. Em quem você confiaria mais — no anúncio chamativo da empresa ou na crítica honesta de um consumidor real?

As reviews de usuários são uma mina de ouro de autenticidade e confiabilidade.

Por isso, incentive seus clientes a avaliarem seus produtos e serviços.

Essas experiências adicionam um sabor de “mundo real” ao seu conteúdo e mostram aos clientes em potencial que você valoriza a transparência.

Aproveite os links externos

Não seja uma ilha.

Links externos são uma ferramenta essencial em seu arsenal de Google EEAT.

Quando você cria links para outros sites confiáveis, está basicamente dizendo: “Ei, faço parte da conversa da indústria e aqui estão outros especialistas que concordam comigo”.

Não exagere, porém. Use essa tática com cuidado, de forma estratégica. Assim, você dá um contorno mais confiável ao seu conteúdo.

Dou algumas dicas no vídeo abaixo, dá uma olhada:

Exiba sua autoridade

Mostre sua experiência e autoridade em seu campo.

Independente do tipo de conteúdo: se você quer ser um expert em tal tema, fornecer insights de experiências pessoais ou participar de fóruns e discussões do setor, certifique-se de que seu público (e o Google) vejam você como alguém com conhecimento sobre o assunto, uma autoridade no campo específico.

Vamos lá, para complementar: que tal ter em mãos meu checklist das principais técnicas para turbinar seu tráfego e melhorar seu ranqueamento no Google? Ele tá de graça é só baixar. Aproveite!

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Conclusão

Confesso: aqui, eu apenas arranhei a superfície do enorme iceberg que é o Google EEAT.

Mas o intuito desse artigo foi apresentar o conceito e, especialmente, explicar como o segundo “E” se encaixa no guarda-chuva de diretrizes do Google.

Creio que, depois dessa leitura, ficou mais fácil entender como o buscador encara as páginas online, o que considera um “bom conteúdo” e como você pode dançar conforme a música.

E não se acanhe: ficou com alguma dúvida ou tem alguma dica bacana para compartilhar? Deixa aqui nos comentários.

Enquanto isso, te convido a ler um de meus artigos preferidos: Meu segredo para ranquear em 1° no Google. Tem tudo a ver com o que você leu até aqui.

Até a próxima!

Perguntas frequentes sobre Google EEAT

O que é o Google EEAT?

O Google EEAT é um a diretriz de qualidade de conteúdo por trás do guideline de ranqueamento de páginas do buscador. É o que o Google avalia ao qualificar uma página web e posicioná-la em seus resultados de busca: experiência, especialidade, autoridade e confiança.

Qual é a diferença entre o Google EEAT e o Google EAT?

Não existe diferença prática entre o Google EEAT e o EAT. Na verdade, o primeiro é a evolução do segundo, com a inclusão do fator “experiência” à equação.

Quais são os impactos do Google EEAT na produção de conteúdos?

Com o EEAT, as empresas precisam focar em alguns aspectos na hora de pensar, planejar e criar seus conteúdos. Entre eles, de acordo com o próprio Google, estão: esforço, originalidade, talento ou habilidade e precisão informacional.

Como melhorar o EEAT da empresa?

Alguns dos passos interessantes para melhorar seu EEAT são: citar fontes confiáveis, incentivar que clientes deixem reviews em seu site, aproveitar o potencial dos links externos e criar mecanismos para melhorar sua autoridade no campo específico.

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