Neil Patel

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Tudo sobre Gemini IA: novo modelo de inteligência artificial do Google

gemini ia

O Google Gemini promete ser o maior, mais hábil e melhor modelo de IA do mercado. Anunciado no fim de 2023, a nova plataforma de inteligência artificial é melhor do que o GPT-4.

Bom, isso é o que o Google diz.

Mas o que é essa nova plataforma e o que ela significa para os negócios — e, mais importante para eu e você, para o marketing digital e o SEO de forma geral.

Quero explicar o assunto e mostrar tudo que sei sobre o Gemini AI e como o Google entrou de cabeça no mundo dos modelos de inteligência artificial. Vamos lá?

O que é o Google Gemini?

O Gemini AI é um modelo de inteligência artificial multimodal desenvolvido pelo laboratório responsável pelas inovações do maior buscador do mundo: o Google DeepMind.

Mas o que seria um modelo multimodal? De acordo com o Google, significa que ele consegue “compreender, operar e combinar diferentes tipos de informações, incluindo texto, imagem, áudio e vídeo.

Antes de me aprofundar no tema, vale esclarecer: a novidade do Google não é o mesmo que o ChatGPT. Você não vai acessar o Gemini e escrever um prompt para que ele siga. Para isso, existe o Bard!

Na verdade, a novidade é equivalente ao GPT-3 ou GPT-4, um modelo de IA no qual tais aplicações podem ser baseadas.

A promessa do buscador, no entanto, é que o seu modelo já é — no lançamento — muito mais poderoso do que qualquer outro modelo do mercado, especialmente o GPT-4 (a solução mais avançada até então).

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A imagem mostra um gráfico divulgado pelo Google, que mostra que esse é o primeiro modelo de IA a superar os especialistas humanos em MMLU (Massive Multitask Language Understanding), um dos métodos mais populares para testar o conhecimento e as habilidades de resolução de problemas dos modelos de IA.

Em geral, os testes aos quais a IA do Google foi submetida incluem 57 áreas de conhecimento (como história, matemática, física e escrita de códigos). Ele excedeu as capacidades humanas (e de concorrentes, como mencionei antes) na maioria deles.

Quais são os diferenciais do Gemini?

O novo modelo de IA do Google ultrapassa benchmarks importantes tanto em relação à escrita de textos e códigos, como em testes multimodais que envolvem imagens, vídeos e áudios.

Ou seja, vai muito além do que qualquer coisa no mercado hoje em dia.

Por isso, o Google liberou o novo modelo em três diferentes “tamanhos”, que na verdade são versões relativas a sua capacidade de processamento. São eles:

  • Ultra: o maior e mais capaz modelo para realizar tarefas de alta complexidade.
  • Pro: o melhor modelo para escalar em diferentes e variadas tarefas.
  • Nano: o modelo mais eficiente para realizar tarefas em dispositivos.

Na prática, ele consegue gerar códigos, imagens, textos e áudios com simples comandos.

No exemplo a seguir, o usuário mostra um vídeo e pede uma demonstração com base no mesmo. Na tela ao lado, é possível ver a interpretação do modelo de IA do vídeo, sua versão recriada e o código escrito logo abaixo.

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Bacana, certo?

A apresentação do Google sobre a capacidade do seu modelo é bem impressionante, vou confessar.

No vídeo, uma pessoa “conversa” com a IA, que interage com a pessoa, descreve o que ela está fazendo e responde suas perguntas.

Ao longo da demonstração, vemos a IA resolver pequenos problemas relacionados a: diálogo multimodal, multilinguismo, criação de jogos, puzzles visuais, criação de conexões, geração de textos e imagens, raciocínio lógico e espacial, tradução de elementos visuais e compreensão cultural.

Além disso, a parte de ‘Hands-on‘ da novidade ainda cita algumas funções que a nova IA do Google consegue surpreender, como:

  • Estabelecer recordes em programação competitiva, onde um problema de desenvolvimento é apresentado e os competidores precisam resolvê-lo com codificação o mais rápido possível.
  • Desbloquear insights em literatura científica, com leitura dinâmica e super rápida de artigos e estudos para compilar dados num piscar de olhos.
  • Processamento e compreensão do sinal de áudio bruto de ponta a ponta, sem a necessidade de processar o áudio por um programa de speech-to-text para então entender o texto (como acontece nos programas convencionais).
  • Explicando o raciocínio em matemática e física, por exemplo para utilizá-lo para corrigir provas e exames escolares, bem como para explicar conceitos complexos.
  • Raciocínio sobre a intenção do usuário de gerar experiências personalizadas.

Como usar o Google Gemini?

O Gemini AI 1.0 foi liberado no dia do lançamento, em 6 de dezembro de 2023. Mas como utilizá-lo? Bom, se você usa o Bard desde essa data, te adianto: você já estava interagindo com a nova IA do Google.

O Bard utiliza uma versão Pro (otimizada e lapidada para o chatbot) e foi anunciada como o maior upgrade que a plataforma de IA do buscador já recebeu.

Já o Nano estará presente em alguns dispositivos Android mais avançados, começando pelo Pixel 8 Pro.

Ao longo dos próximos meses, devemos ver o modelo de IA sendo integrado a outros produtos e serviços da empresa, como no Search, Ads, Chrome e Duet AI.

De acordo com a empresa, o modelo também já foi integrado à nova experiência de busca, o Search Generative Experience (SGE), que traz a IA para o buscador.

Até aqui, já foi observada uma redução de 40% na latência das respostas em inglês (apenas nos EUA).

Além disso, ainda em dezembro, a versão Pro foi liberada no Google AI Studio e Google Cloud Vertex AI para desenvolvedores utilizarem o modelo em seus aplicativos e sistemas.

E a versão mais promissora, o Ultra?

A empresa ainda está trabalhando nos últimos detalhes da ferramenta, conduzindo checagens de segurança e lapidando seu treinamento, antes de torná-la disponível para o público.

Após isso, o Google vai liberá-la aos poucos, começando com desenvolvedores, parceiros e experts em segurança para conduzir testes.

Ah, e vale falar: em 2024, o Google promete lançar o “Bard Advanced”, uma nova experiência de IA que dará acesso aos melhores modelos e recursos, começando pelo Ultra.

Conclusão

E agora, o que o futuro reserva com essas inovações em IA, como o Gemini e GPT?

É uma realidade ainda estranha, mas muito promissora, onde nossos papos irão muito além da escolha de palavras-chave e de estratégias de backlinks.

Falaremos cada vez mais sobre intenção de busca, semântica e hacks para posicionar seus conteúdos cada vez mais alto na SERP…

Mas não apenas isso.

Com o SGE, por exemplo, uma nova forma de receber respostas do Google já se criou. A nossa luta agora é entender como posicionar nossos links e conteúdos ali, nessa resposta gerada pela IA ao vasculhar certos conteúdos da internet.

E aí, como garantir que o meu conteúdo seja o escolhido — em vez do meu concorrente?

É o início de uma nova era.

Pegue o novo modelo do Google como exemplo.

Você percebeu como ele está mudando as regras do jogo?

Ele não se limita a texto, falo de um universo onde imagem, áudio e vídeo entram no campo do SEO.

Agora, o ato de procurar algo na internet será quase como um papo cabeça, um bate-papo interativo e personalizado.

É a IA trazendo um toque pessoal na sua experiência de busca.

Então, qual é o take?

Simples: mantenha-se de olho no que acontece no mundo do SEO.

Hoje, o nosso campo de trabalho está mais entrelaçado com IA do que nunca antes. É hora de aprender, adaptar e inovar.

Por isso, fica aqui o convite: continue acompanhando o blog. Vamos juntos descobrir os desafios dessa nova era, combinado?

Até a próxima!

Perguntas frequentes sobre o Google Gemini

O que é o Google Gemini?

O Gemini é uma inovação do Google. É um modelo de inteligência artificial (IA) avançado e superior ao GPT. Ele supera os especialistas humanos em MMLU (Massive Multitask Language Understanding), abrangendo 57 áreas de conhecimento, com benchmarks importantes em escrita de textos, códigos e testes multimodais, incluindo imagem, áudio e vídeo.

Como testar o Gemini?

Para testar o Gemini, é necessário compreender que ele difere do ChatGPT. O Google Gemini é um modelo base, semelhante ao GPT-3 ou GPT-4. Portanto, não é possível interagir diretamente com o modelo de IA do Google — mas sim com aplicações baseadas nele, como é o caso recente do Bing (que possui integração com a versão Pro).

Como usar o Gemini no Bard?

Você pode usar o Bard como um chatbot de IA normal — igual ao ChatGPT ou Copilot (antigo Bing AI Search), por exemplo. Afinal, o Bard já possui integração com o novo modelo IA do Google. Além disso, o Gemini foi integrado na nova experiência de busca do Google, conhecida como Search Generative Experience (SGE), que leva a IA para o buscador.

Como criar uma conta no Gemini?

O modelo de IA do Google não pode ser simplesmente acessado. Para utilizá-lo, uma pessoa pode acessar o Bard, por exemplo, que possui integração com o modelo de IA. Porém, no caso de desenvolvedores de aplicações, é possível ter em mãos versões mais avançadas da novidade do Google por meio do Google AI Studio ou Google Cloud Vertex AI.

O modelo foi disponibilizado para desenvolvedores em dezembro, permitindo sua integração em aplicativos e sistemas.

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