Neil Patel

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Qual a ligação entre diversidade e inclusão e ESG?

diversidade e inclusão

Para fazer uma analogia simples mas efetiva: a diversidade e inclusão é sobre quem está na sala, mas também sobre como todos se sentem e interagem nessa sala.

Se você não tem uma sala — nesse caso, organização — capaz de deixar acomodar todos e ainda deixá-los confortáveis, é mais do que na hora de pensar nisso.

Imagino que, se você usa Linkedin como eu.  já deve ter notado que é um tema “em alta”.

Mas prefiro usar em aspas porque sua força não vem por ser uma moda passageira. 

É porque, finalmente, se tem começado a dar atenção para a importância desse assunto. 

E digo mais: ele merece destaque na diretoria de uma empresa por ser algo estratégico da mesma forma que é o orçamento do time de marketing. 

Imagine o quão monótono seria ter um time que pensa, age e vê as coisas exatamente da mesma forma. Só com isso já podemos ter uma ideia do que D&I representa, né?

No entanto, há empresas que ainda não percebem o real valor de trabalhar para ter uma equipe mais diversa e uma organização mais inclusiva. Inclusive pensando em ESG.

Então, hoje, quero mostrar isso. 

Vou descomplicar esse tema, principalmente como política organizacional, e mostrar como ele faz parte da inovação do seu negócio.

Vamos nessa?

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Qual é a diferença entre diversidade e inclusão?

Enquanto uma diz respeito a presença de pessoas diversas, a segunda diz respeito ao pertencimento e participação delas nesse ambiente.

É por isso que diversidade e inclusão são complementares e ao mesmo tempo dependentes — mas não significam exatamente a mesma coisa. 

E é bem legal entendermos a diferença.

Vou explicar melhor qual é a diferença entre diversidade e inclusão agora.

Diversidade

Diversidade refere-se à presença de pessoas que possuem uma ampla variedade de características, origens, identidades e perspectivas dentro de um ambiente.

Nesse caso do texto, o corporativo.

Isso engloba diferenças em termos de raça, etnia, gênero, orientação sexual, religião, idade, capacidades físicas e por aí vai.

Você já deve ter lido que “a variedade é o tempero da vida”.  

Não sei se ela tem realmente um autor.

Mas ela é muito verdadeira. 

Porque é justamente a mistura de pessoas que traz algo novo, diferente e interessante.

Ter uma postura que defende a diversidade significa reconhecer a multiplicidade de experiências e histórias de vida que cada indivíduo traz consigo.

E o quanto isso pode ser rico.

Inclusão

A inclusão é o processo de criar um ambiente no qual todas essas pessoas diversas sejam valorizadas, respeitadas e tenham a oportunidade de participar plenamente do ambiente corporativo.

É como se fosse uma garantia de que essa diversidade realmente vai ser plena.

Ou seja, não se está apenas colocando pessoas diferentes em uma organização sem garantir que elas se sintam pertencentes àquele espaço.

Principalmente considerando que existe preconceito, discriminação e intolerância,

A inclusão vai além da mera presença. 

É por isso que ela envolve a criação de políticas, práticas e culturas que garantam que todos tenham acesso igual a oportunidades, recursos e decisões. 

Qual é a relação entre diversidade, inclusão e práticas ESG?

diversidade, inclusão e práticas esg

D&I, na verdade, pode ser entendido como um pilar do ESG

A relação entre diversidade, inclusão e práticas ESG está profundamente interconectada e reflete a busca por um ambiente corporativo mais responsável.

As práticas ESG envolvem considerações ambientais,  de governança e  sociais de uma empresa (diga-se de passagem, o que vamos focar aqui!).

A diversidade e a inclusão, portanto, são práticas sociais que fazem parte da letra S. 

É por isso que as empresas que valorizam a diversidade e promovem a inclusão geralmente estão mais alinhadas com princípios ESG.

O motivo é simples: elas estão focadas no bem-estar das pessoas e no impacto social positivo.

Há uma busca comum para criar ambientes inclusivos e igualitários.

E isso vale tanto para seus funcionários quanto para as comunidades que estão inseridas, como parte integrante de seu compromisso com a sustentabilidade e responsabilidade corporativa.

Por isso, sempre que se fala de diversidade e inclusão, também se está falando de ESG!

Qual é a importância da diversidade e inclusão? E qual é o impacto no sucesso das empresas?

A importância da D&I está na criação de um ambiente que valoriza e respeita as diferenças individuais ao mesmo tempo que  promovem igualdade de oportunidades.

Isso cria uma atmosfera onde todos os membros da organização possam contribuir plenamente.

Consequentemente, não apenas reflete os princípios de justiça social, mas também traz benefícios práticos: entrega resultados para a empresa.

Ou seja, quando a diversidade e a inclusão são incorporadas ao contexto empresarial, os dois lados ganham:

  • Inovação e criatividade: talvez um dos aspectos mais interessantes seja esse. Uma cultura de diversidade e inclusão estimula a troca de diferentes perspectivas e ideias, gerando inovação e criatividade. Colaboradores com origens e experiências variadas podem pensar “fora da caixa” e propor soluções únicas para desafios!
  • Melhoria no desempenho organizacional: a diversidade de habilidades, conhecimentos e abordagens contribui para um melhor desempenho organizacional. Se há mentes diferentes tentando chegar a melhores saídas, as chances de levar a resultados mais eficazes, produtivos e bem-sucedidos crescem;
  • Atração e retenção de talentos: empresas que promovem uma cultura inclusiva têm maior probabilidade de atrair talentos diversificados e retê-los a longo prazo. Principalmente porque características e identidades não são um problema, mas algo positivo. Os profissionais valorizam ambientes onde se sintam aceitos e tenham a oportunidade de crescer;
  • Reputação e credibilidade: naturalmente, empresas que demonstram compromisso com a diversidade e inclusão ganham uma reputação positiva na sociedade e entre os consumidores. Isso pode melhorar a credibilidade da empresa e atrair clientes que compartilham dos mesmos valores!
  • Ambiente de trabalho positivo: toda cultura pautada na D&I cria um ambiente de trabalho mais saudável, porque todos os colaboradores se sentem valorizados e respeitados. E você já deve imaginar que oferecer uma maior satisfação no trabalho, bem-estar emocional e motivação vai gerar um desempenho melhor no dia a dia das equipes, certo?

Percebe que é algo cultural mas também estratégico? 

A diversidade e inclusão também impulsionam o sucesso econômico e a sustentabilidade a longo prazo das empresas. 

Afinal, as empresas estão melhor posicionadas para enfrentar desafios, inovar e prosperar em um mundo que, também, está cada vez mais diversificado.

Ainda bem!

O que a falta de diversidade e inclusão nas empresas pode causar?

O maior problema de não se investir em diversidade  e inclusão nas empresas é que elas não trabalham ativamente para combater problemas sociais, históricos e estruturais dentro da organização.

Racismo, capacitismo, machismo e LGBTfobia são apenas alguns dos exemplos deles.

E acho que é preciso falar um pouco sobre esses efeitos.

Racismo

Sem uma política de D&I, é ainda mais fácil perpetuar o racismo.

E a consequência disso são desigualdades sistemáticas no recrutamento, promoção e desenvolvimento de carreira.

Mas mesmo quando há pessoas não brancas — negras, indígenas, asiáticas, por exemplo — no time sem ser por uma política pensada, é bem possível que se tenha um ambiente hostil para elas.

“Por que, Neil?”

O que eu quero dizer é que se a empresa não atua ativamente para gerar diversidade e inclusão dessas pessoas, somente a presença não resolve. 

Ou seja, diversidade sem inclusão não surte efeito.

Para se ter uma ideia, observe um recorte de apenas um grupo não branco: 3% das pessoas negras alcançam cargos de diretoria ou gerência no Brasil, segundo essa matéria da CNN. O número é três vezes menor do que pessoas brancos. 

O que uma empresa sem D&I vai fazer para trazer essas pessoas e pensá-las como lideranças a longo prazo?

Capacitismo

Outro aspecto da diversidade que não existe sem inclusão é a presença de pessoas com deficiência.

Na verdade, sua presença no mercado de trabalho já é baixa: 28,3%.

Os dados do IBGE também mostram que  o rendimento médio mensal delas é de R$ 1.639, enquanto que os trabalhadores sem deficiência recebem em média R$ 2.619.

Quando uma empresa esquece disso, fica mais fácil existir capacitismo — termo não tão conhecido para a discriminação e exclusão de pessoas com deficiência. 

Na prática, isso resulta em barreiras físicas e emocionais que prejudicam a participação plena e a contribuição desses indivíduos.

E, assim, se mina a riqueza de talentos disponíveis.

O que poderia ser diferente se houvesse a preocupação ativa em incluir essas pessoas de forma completa no time, percebe?

Machismo

O machismo é mais um problema que pode ganhar força quando se não tem políticas de D&I na empresa.

Se cria um ambiente onde as mulheres enfrentam discriminação, estereótipos e desigualdades salariais. 

Inclusive, sobre o último problema, vale dizer que somente em 2023 foi sancionada lei de igualdade salarial entre mulheres e homens. 

E uma pesquisa realizada pelo Instituto Patrícia Galvão e Locomotiva mostrou que 76% das mulheres reconhecem já ter passado por um ou mais episódios de violência e assédio no trabalho. 

Já 92% das pessoas entrevistadas concordam que mulheres sofrem mais situações de constrangimento e assédio no ambiente de trabalho que os homens.

O que não é normal é, ainda assim, vivido de maneira corriqueira nas organizações. 

Há um longo caminho, percebe?

E o papel da empresa nisso é gigantesco.

LGBTfobia

A falta de inclusão de pessoas LGBTQ+ pode resultar em um ambiente onde a discriminação, o preconceito e o assédio com base na orientação sexual é aceitável.

Qual é a consequência disso para os trabalhadores dentro da empresa?

Clima de medo e frustração. O que impacta negativamente o bem-estar dos funcionários e mina a colaboração eficaz.

Quatro em cada dez pessoas LGBTQIAP+ sofreram com discriminação no ambiente de trabalho, de acordo com levantamento do Linkedin — principalmente por meio de piadas e comentários inapropriados.

A mesma pesquisa também mostrou que 77% dos entrevistados sentem falta de representatividade de profissionais transgêneros no mercado de trabalho formal.

Uma política de D&I ativa poderia ter uma grande responsabilidade para mudar isso.

Diversidade nas empresas: como está o cenário?

diversidade e inclusão nas empresas

Quando eu digo que se tem começado a dar atenção ao tema, é realmente o começo.

Não quero dizer que todas as empresas do mundo estão fazendo isso.  

A diferença é que agora já existe um movimento perceptível — o termo D&I que eu tenho usado ao longo do texto é um exemplo disso.

Mas vamos para números.

Cerca de 90% das empresas têm algum nível de preocupação com questões relacionadas à diversidade e inclusão corporativa, de acordo com essa pesquisa  “Diversidade Aprendiz” da OIT (Organização Internacional do Trabalho) que eu achei.

E mais de 86% das empresas afirmaram que gostariam de ser reconhecidas por valorizar a diversidade. 

Só que, você sabe bem, a inclusão de vários grupos ainda é um desafio no mundo corporativo.

A pesquisa mostra que as empresas buscam candidatos e candidatas para vagas regulares, sem adequar exigências de qualificações, o que leva ao não preenchimento das vagas.

E aí, dá para entender mais ou menos a conclusão disso:

As estatísticas indicam que as empresas reconhecem a relevância e desejam ser reconhecidas por sua valorização da diversidade e inclusão. 

Mas elas ainda não compreendem profundamente a realidade desses grupos.

E isso é a D&I que vai fazer a diferença na hora de  estabelecer processos de seleção que atraiam, reconheçam e contratem profissionais diversos.

Além de também ser só com esse tipo de política que se consegue desenvolver plenamente o potencial desses colaboradores após a contratação.

Como promover a diversidade e inclusão nas empresas?

Mas afinal, se tudo depende dela, como promover a diversidade e inclusão por meio de uma política corporativa?

É o que eu vou falar agora!

Crie e estruture um Comitê de Diversidade

Estabelecer um Comitê de Diversidade é básico e o primeiro passo. 

“Mas o que é isso, Neil?”

É um time composto por pessoas que, juntas, vão desenvolver e implementar estratégias para trazer uma cultura organizacional mais diversa e inclusiva.

Existem profissionais especializados nesse tema e podem ser contratados para essa função, mas a participação do time também é bem importante, ok?

Aqui é o momento de mapear as melhorias: deve-se definir metas de diversidade e elaborar políticas que garantam a representação, respeito e inserção de todas as pessoas.

Um ótimo exemplo prático de como um comitê pode atuar é pensando em como fazer com que as vagas sejam flexíveis para os contextos mais “complicados”.

Muitas vezes, gestores dizem que “não tinham pessoas qualificadas para essa posição”. 

Mas se o mercado de trabalho exclui essas pessoas, como esperar tantos títulos e especializações delas?

Isso não pode ser um empecilho. 

Na verdade, sua empresa pode atuar para ser uma oportunidade de qualificar essas pessoas também.

É sobre isso que seu time deve se debruçar se quiser realmente diversificar e incluir!

Promova a equidade na empresa

Equidade refere-se ao princípio de justiça e imparcialidade: todas as pessoas têm a oportunidade de acessar recursos, benefícios e oportunidades de maneira igualitária — desde que considerem as circunstâncias individuais e necessidades específicas.

O que quero dizer com isso?

Ao contrário da igualdade, que trata todos os indivíduos da mesma forma, a equidade reconhece e aborda as desigualdades existentes.

Porque elas, de fato, dificultam as oportunidades das pessoas no mercado de trabalho.

O foco está em fornecer suporte adicional para pessoas que enfrentam desvantagens ou barreiras.

Se pessoas com deficiências e as sem têm salários diferentes, a empresa deve fazer análises regulares de salários para garantir que todos os colaboradores estão recebendo de forma igualitária.

Mas isso pode ir além. 

Uma empresa pode oferecer licenças personalizadas para se adequar a diferentes contextos.

Imagine que Alexandre é pai e teve um filho. No entanto, ele é homem trans e foi quem gerou a criança. 

Nesse caso, ele vai precisar de mais tempo em relação ao que se está na lei, que é no máximo 20 dias. 

Percebe como a empresa pode entender esse cenário e ter uma postura diferente com Alexandre?

Capacite a equipe para isso

A cultura D&I depende também de uma equipe que está preparada para isso. 

E a educação é a base disso!

Por isso, a última dica é capacitar a equipe: cursos, treinamentos, workshops, debates e tudo que mais fizer sentido.

Mas, não podemos esquecer do mais importante.

É preciso  implementar políticas internas e comunicar isso da forma mais clara possível para o time.

A partir daí, fica mais fácil não só acompanhar mas também tomar medidas caso qualquer tipo de desrespeito aconteça.

Não necessariamente isso vai impedir, principalmente considerando os colaboradores anteriores.

Mas se pessoas não conseguem entrar dentro dessa cultura da empresa, elas também não precisam continuar nela.

Ou seja, se torna uma bela oportunidade para repensar não só quem vai vir mas também quem já está!

Como as ações de diversidade e inclusão podem ser incluídas na agenda ESG das empresas?

como ações de diversidade e inclusão podem ser incluídas na agenda esg das empresas

As ações de diversidade e inclusão podem ser integradas à agenda ESG das empresas de maneira estratégica e impactante.

Afinal, são pilares dela.

Vou te dizer como!

Relatórios e divulgação transparente 

Inclua métricas e metas relacionadas à diversidade e inclusão nos relatórios ESG da empresa. 

Isso, sem dúvidas, demonstra comprometimento e responsabilidade.

É bom tanto para os colaboradores como para investidores: avaliam o desempenho da empresa e o que tem sido feito em relação a isso.

Integração com práticas sociais e de governança 

Posicione a diversidade e inclusão como um componente essencial das práticas sociais e de governança. 

Isso pode envolver, por exemplo, a criação de políticas antirracismo, igualdade de gênero e inclusão de pessoas com deficiência — tem a ver com o comitê que falei também.

Mas garanta também que as lideranças estejam alinhadas com esses valores!

Inovação e gestão de riscos 

A diversidade de perspectivas pode levar a soluções inovadoras e uma melhor gestão de riscos. 

Ao incorporar diferentes pontos de vista, a empresa pode estar mais preparada.

Por exemplo, consegue se antecipar e responder a desafios e oportunidades emergentes.

Por isso, acredito que é uma forma de aliar esses aspectos.

Ações de diversidade e inclusão na prática

Há algumas outras práticas interessantes que sua empresa pode apostar, além de tudo que já falei até aqui.

Na verdade, as possibilidades são infinitas, mas posso citar alguns exemplos.

Além do comitê, treinamentos e capacitações, as ações de diversidade e inclusão na prática podem ser:

  • Audiências e fóruns abertos;
  • Programas de desenvolvimento de liderança diversificada;
  • Celebração de datas e culturas significativas;
  • Alocação de recursos para iniciativas  de D&I;
  • Mentoria reversa;
  • Avaliação de vieses em processos internos
  • Rede de apoio interna.

Conclusão

D&I nas empresas é fundamental. Acho que isso ficou mais do que é claro, certo?

E ao reconhecer a importância de valorizar e incluir as diferenças, as organizações abraçam uma cultura que não apenas reflete os valores ESG, mas também impulsiona o sucesso.

Porque, no final das contas, você já deve saber que toda empresa cresce quando seus colaboradores sentem que também podem crescer.

Há espaço para eles se sentirem motivados, acolhidos e respeitados.

Claro que não é simples fazer essa mudança cultural, mas é urgente.

Sem ela, você só vai perder (principalmente talentos).

Portanto, pense sobre ações de D&I que você pode promover na sua empresa. O que é possível?

Me conta nos comentários e até a próxima!

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