Neil Patel

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Cocriação: guia completo

Quer saber uma verdade dura? O mercado não perdoa a estagnação. Sem inovação, seu negócio está fadado a ficar para trás. Mas como superar esse desafio e inovar constantemente? Conheça o conceito de cocriação.

Essa estratégia transcende as paredes do seu escritório e convida clientes, parceiros comerciais, entes públicos e mesmo acadêmicos para o processo criativo.

Juntos, nós criamos não apenas produtos ou serviços, mas experiências e soluções que ressoam em um nível mais profundo com o mercado.

O mais bacana é que essa estratégia não se limita à “criar ideias inovadoras”, mas se trata de construir um ecossistema de colaboração que nutre a inovação contínua e o engajamento.

Interessou e quer descobrir mais? A boa notícia é que tenho muito para falar sobre o tema. Quero descomplicar o conceito e te mostrar como fazer cocriação nos negócios. Vamos?

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O que é cocriação?

Cocriação ocorre quando uma empresa envolve terceiros, de fora do negócio, no processo de desenvolvimento de um produto, serviço ou mesmo processo. É uma estratégia fundamentada na colaboração, como meio para criar novas ideias.

Mas, Neil, não seria isso apenas um enorme brainstorming?

Não, é um processo estratégico que visa criar valor real, soluções inovadoras e, o mais importante, experiências significativas.

E quem toma parte nesse esforço em busca de inovação? Bem, pode variar. Geralmente, envolve a equipe de sua empresa, seus clientes mais leais e até mesmo parceiros estratégicos. Em alguns casos, órgãos públicos e mesmo acadêmicos.

A beleza da criação conjunta reside em sua capacidade de desbloquear um nível totalmente novo de envolvimento e comprometimento. Assim, transforma clientes em verdadeiros embaixadores da marca.

É uma maneira eficaz de impulsionar a inovação de dentro para fora — um diferencial e tanto para qualquer negócio, concorda?

Como a cocriação funciona?

Cocriar é como preencher um quadro em branco com ideias novas e soluções criativas. Mas, como exatamente esse processo funciona?

A boa notícia é que ele é dinâmico e se adapta às necessidades e circunstâncias de cada projeto.

Vou mergulhar em três dimensões essenciais da cocriação para te dar uma perspectiva mais clara:

Cocriação interna

Aqui, a mágica acontece dentro das próprias paredes da sua empresa.

Imagine sua equipe, cada um trazendo uma peça única do quebra-cabeça e colaborando.

É um espaço seguro para arriscar, errar, aprender e inovar. Pense nisso como um laboratório de ideias, onde todos são cientistas e o objetivo é encontrar a fórmula do sucesso.

Cocriação com clientes

Essa é a hora de abrir as portas e convidar seus clientes para a festa da inovação.

O que eles trazem? Um baú do tesouro cheio de feedbacks, ideias e perspectivas frescas.

Você poderia, por exemplo, realizar workshops ou sessões de brainstorming com um grupo selecionado de clientes. Essa é uma maneira poderosa de criar produtos ou serviços que atendam exatamente às suas necessidades e expectativas.

Cocriação com outras empresas e marcas

E se eu te dissesse que a criação conjunta pode ir além dos limites da sua empresa?

Parcerias estratégicas com outras marcas ou empresas podem ser o ingrediente secreto para inovação.

Pense em como a colaboração entre a Nike e a Apple resultou no Nike+. Duas mentes brilhantes se unindo para criar algo que nenhuma delas poderia ter feito sozinha.

Quais são os benefícios da cocriação?

benefícios da cocriação

Cocriar é dar-se a chance de transformar a maneira como você faz negócios. Mas a pergunta que fica é: quais são os benefícios tangíveis dessa abordagem colaborativa?

Vou te apontar os principais, veja só gosta:

Boost de Inovação

Falamos de um catalisador para a inovação.

Ao unir diferentes mentes e perspectivas, você cria um caldeirão que borbulha com ideias que podem levar sua empresa a direções antes sequer imaginadas — desde transformar processos até revolucionar soluções.

De acordo com um artigo da Forbes que li sobre o tema, a cocriação não só ajuda as empresas a entenderem as necessidades e dores dos clientes, mas também serve como um veículo para superar crises financeiras e outras limitações.

Otimização de Processos

Quando você envolve diversas partes interessadas no processo criativo, os caminhos para soluções eficientes tornam-se mais claros.

A criação conjunta ajuda a otimizar os processos internos, garantindo que todos os esforços estejam alinhados com os objetivos finais da empresa.

Maximização da Capacidade de Colaborar

A cocriação fortalece a cultura colaborativa dentro das organizações, promovendo um ambiente onde a troca de ideias é não apenas incentivada, mas essencial.

Dados da Deloitte indicam que a maioria das organizações europeias já embarcou em iniciativas de criação conjunta, e 57% delas afirmaram que isso transformou completamente sua abordagem à inovação.

Conexão mais Profunda com os Clientes

Ao envolver os clientes no processo de criação, você cria uma conexão mais profunda e significativa com eles.

Li uma pesquisa interessante da ResearchWorld esses dias.

Nela, a empresa revelou que 86% dos consumidores atuais desejam cocriar junto às suas marcas preferidas, e as marcas que atendem a essa demanda experimentam um crescimento médio de receita significativamente maior — 40% a mais do que aquelas que não cocriam.

Quais são os desafios da cocriação?

Mas espere aí: cocriar não é uma ação binária onde você chama alguém para contribuir em seu projeto e… Voilá! A solução se apresenta.

Essa é uma jornada repleta de oportunidades, mas também cheia de desafios.

O maior é assegurar uma colaboração efetiva entre todas as partes envolvidas. Não se trata apenas de juntar um grupo diversificado de pessoas, mas sobre criar uma sinergia onde a soma é definitivamente maior que as partes individuais.

Aqui, quero pontuar outro fator: a divisão clara de tarefas.

Cada participante precisa entender seu papel e responsabilidades, eliminando qualquer possível confusão e garantindo que o processo flua sem empecilhos.

Já me adianto: não, não é fácil.

A pessoa responsável por esse processo precisa ter uma comunicação excepcional e um forte senso de liderança, capazes de guiar o grupo através dos altos e baixos da criação conjunta.

Outro desafio significativo é o gerenciamento das expectativas.

Em um ambiente de cocriação, diferentes pessoas trarão diferentes expectativas e visões para a mesa — o que é ótimo, o problema é gerenciar o que cada um deseja ou pensa ser a melhor saída para o problema em questão.

Alinhar todos esses elementos de maneira eficaz é crucial para o sucesso da iniciativa.

E, claro, vale falar da questão da propriedade intelectual.

Em um cenário de criação conjunta, quem possui o quê pode se tornar um campo minado se não for devidamente tratado desde o início.

Assegurar acordos claros e transparentes é fundamental para manter a integridade do projeto e a confiança entre os participantes.

Quando utilizar a estratégia da cocriação?

quando fazer cocriação

Bom… E agora, quando implementar a estratégia de criação conjunta? Já vou me adiantando: não existe um sinal universal que indique a necessidade de cocriar.

No entanto, no momento em que a inovação se torna uma necessidade e não uma opção, aí sim você deve considerar essa abordagem.

E quais seriam esses momentos, Neil?

Sabe aquelas situações onde as ideias parecem ter se esgotado ou os métodos tradicionais não estão gerando os resultados desejados?

Nesse momento, a criação conjunta surge como um farol de possibilidades.

Ok, ok… E no marketing, quando essa estratégia pode ser implementada?

Vou lançar um cenário.

Imagine lançar um novo produto. Uma versão 2.0 de algo que sua empresa já faz. Me diga: quem melhor para ajudar a aprimorá-lo do que os próprios consumidores?

Eles podem oferecer insights valiosos sobre o design, funcionalidades e até na comunicação do produto, garantindo que ele atenda às necessidades do mercado de forma precisa.

Campanhas também podem se beneficiar.

Ao envolver o público-alvo na criação de conteúdo ou na definição de estratégias promocionais, a marca não só garante um material mais autêntico e relevante, como também fortalece o relacionamento com sua comunidade, resultando em um engajamento significativamente maior.

Porém, não pense que essa é uma via de mão dupla apenas entre empresas e seus clientes.

Aqui, eu afunilei um pouco a explicação, mas saiba que você pode trazer diferentes players para criar em conjunto.

Assim, quando se trata de resolver problemas complexos ou superar crises, a cocriação se mostra uma ferramenta de altíssimo valor.

Reunir diferentes perspectivas e habilidades pode ser o diferencial para encontrar soluções inovadoras e eficazes em tempo recorde.

Como colocar a cocriação em prática?

Já deixei claro que essa é uma técnica desafiadora que exige engajamento em diversos níveis — operacionais, estratégicos, criativos, entre outros.

Ou seja, implementar tal estratégia com sucesso requer um olhar atento e uma abordagem meticulosa para garantir que todos os envolvidos estejam alinhados e contribuindo de maneira eficaz.

Veja alguns dos passos mais importantes nessa jornada:

Descubra o porquê: objetivos estratégicos

Antes de mais nada, é vital entender claramente por que você está buscando a cocriação.

  • Quais são os objetivos estratégicos por trás dessa escolha?

Pode ser a busca por inovação, a necessidade de estreitar relações com os clientes, ou a intenção de resolver um problema complexo que tem afligido a empresa.

Definir esses objetivos desde o início ajudará a guiar todo o processo e garantirá que todos os envolvidos estejam alinhados com as metas finais.

Além disso, defina o critério do sucesso. O que vai indicar que a criação conjunta trouxe resultados: maior receita, maior market share, time-to-market mais rápido?

Nesse passo, é importante identificar as timelines criativas de todos os envolvidos, bem como lapidar certinho tudo que será compartilhado entre as partes — desde dados internos até os resultados do projeto em conjunto (como o lucro, etc).

Descubra quem: Capacidades e funções

Identificar as capacidades e funções necessárias é um passo crucial.

  • Quem são os stakeholders internos e externos que devem estar envolvidos?
  • Que habilidades e conhecimentos eles trazem para a mesa?
  • Como cada uma dessas entregas será feita — remotamente, em conjunto com o time, no modelo “as a service”, etc?

Compreender isso ajudará a formar um time diversificado e competente, capaz de contribuir significativamente para o processo de criação conjunta.

Descubra como: modelo operacional

Por fim, definir o modelo operacional é essencial.

  • Como o processo será realizado na prática?

Isso pode envolver workshops, sessões de brainstorming, plataformas digitais de colaboração, entre outros métodos.

É fundamental estabelecer regras claras, definir responsabilidades e garantir que exista um fluxo de comunicação eficiente entre todos os participantes.

Eu indico que você também organize os grupos. Abaixo, um guia com as principais possibilidades que retirei do blog da Deloitte, que já mencionei antes:

Opções de gruposDescriçãoComo funciona na prática
Uma equipeUma única equipe — composta por recursos de ambas as entidades — responsável por entregar resultados por meio de custos compartilhados, orçamentos e planos.As entidades dependerão mutuamente de habilidades e expertise em várias partes da cadeia de valor, e há um mandato claro ou vontade de trabalhar juntos.
Equipes AumentadasA entidade primária “pega emprestado” um pequeno número de recursos de alto desempenho da entidade secundária para acelerar resultados, melhorar a comunicação, compartilhar conhecimento de domínio e construir confiança a longo prazo.Uma entidade tem uma habilidade mais forte para levar produtos ao mercado, mas pode estar faltando em certas capacidades ou está nos estágios iniciais de uma relação de trabalho a longo prazo.
Ação CoordenadaAs equipes têm responsabilidade independente pelos resultados. Aqui, cada líder desempenha um papel crucial na gestão do progresso e garantindo transparência entre entidades.Cada entidade demonstra habilidades em diferentes partes da cadeia de valor e uma clara divisão de trabalho pode ser estabelecida; pode exigir um PMO centralizado.
ContratualAs entidades celebram um acordo contratual entre si — geralmente para preencher lacunas de capacidade ou recurso — com a responsabilidade pelos resultados dependendo inteiramente da entidade primária.Uma entidade tem habilidades gerais mais fortes, mas pode estar com falta de pessoal ou falta de conhecimento específico do domínio; ideal para engajamentos isolados em vez de um modelo repetível.

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Conclusão

Falou em inovação nos negócios, falou em criação conjunta.

Ao abraçar a cocriação, você não apenas impulsiona a colaboração, mas também aborda diretamente as dores do seu negócio, além de ampliar o escopo criativo e de perspectiva sobre o qual sua organização atua.

Gosto de pensar nessa estratégia como algo vital para empresas que precisam de ideias novas e frescas. E você, o que acha?

Se gostou desse conteúdo, continue de olho no meu blog para outros artigos como esse.

Até a próxima!

Perguntas frequentes sobre cocriação

O que é cocriação?

Essa é uma abordagem colaborativa onde empresas e clientes trabalham juntos para gerar ideias inovadoras, desenvolver produtos ou aprimorar serviços, buscando benefícios mútuos.

Como funciona o processo de cocriação?

O processo de criação conjunta envolve a integração de diferentes partes interessadas, como clientes, funcionários e parceiros, em um ambiente colaborativo para gerar ideias e soluções inovadoras.

Como fazer uma estratégia de cocriação?

Para implementar tal estratégia, defina objetivos claros, identifique os participantes chave, estabeleça um modelo operacional e crie um ambiente propício para a colaboração e inovação.

Quais são os benefícios da cocriação?

A criação conjunta potencializa a inovação, melhora a satisfação do cliente, fortalece o relacionamento entre marca e consumidor, e pode levar à otimização de processos e produtos.

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