
A maioria das empresas faz marketing como se estivesse pagando aluguel.
Você investe, gera um pico de tráfego, e no dia seguinte… acabou. É como encher um balde furado: você precisa colocar mais dinheiro toda semana só para manter o nível.
Agora, e se existisse um canal em que o conteúdo não morre em 24 horas, porque as pessoas não estão “rolando feed”, mas estão planejando?
Esse é o marketing no Pinterest.
Ele funciona mais como um mecanismo de busca visual do que como rede social.
E o melhor: você não precisa ser a marca mais famosa para ganhar, porque muita gente chega lá procurando por ideias, modelos, inspirações e como fazer, e decide ao longo do caminho.
Neste guia, vou te mostrar como o marketing no Pinterest funciona, quais benefícios ele traz e como aplicar do jeito certo (SEO, criativos verticais e links diretos) para transformar intenção em tráfego qualificado e conversão, com um efeito muito mais cumulativo do que a maioria dos canais.
Vamos nessa?
Resumindo a ópera desse assunto:
- Pinterest funciona como busca visual de planejamento, ideal para entrar antes da decisão de compra.
- O canal favorece a descoberta de novas marcas, porque muitas buscas são genéricas (sem marca).
- O ganho mais comum é tráfego qualificado e recorrente para sites, categorias e landing pages.
- A base da execução é simples: SEO por palavras-chave + criativos verticais com promessa clara.
- Resultado de verdade vem do pós-clique: links diretos, landing page alinhada e funil bem amarrado para converter.

O que é o marketing no Pinterest?
Marketing no Pinterest é usar a plataforma para gerar descoberta, demanda e ação a partir de conteúdo visual, combinando o orgânico (Pins e pastas) com mídia paga (anúncios), quando faz sentido.
Só que o jeito certo de enxergar isso é: Pinterest não é feed, é intenção. As pessoas entram para planejar.
Elas pesquisam ideias, comparam opções, salvam referências e voltam quando estão prontas para executar.
Então, na prática, fazer marketing no Pinterest significa:
- Aparecer na busca e nas recomendações com conteúdos que respondem ao que o público quer construir (não só ao que ele quer “ver”).
- Transformar ativos existentes (blog, catálogo, cases, guias, vídeos) em Pins que circulam e continuam performando com o tempo.
- Levar o usuário para um próximo passo claro: uma página de produto, uma landing page, um conteúdo pilar, um material rico ou um orçamento, com mensuração via UTM e eventos.
A mentalidade é essa: o Instagram tende a ser “atenção agora”. Pinterest tende a ser “decisão depois”.
E é justamente por isso que, quando bem operado, ele se encaixa muito bem em estratégias de aquisição com foco em previsibilidade e ROI.
Quais os benefícios do marketing no Pinterest?

O Pinterest é um dos poucos canais em que o usuário não está “matando tempo”. Ele está planejando. E isso muda completamente o valor do marketing no Pinterest.
Para você ter noção de escala, segundo o Pinterest, a plataforma já alcançou 600 milhões de usuários ativos mensais.
Ah, e 96% das principais buscas são sem marca, o que indica um ambiente muito mais aberto à descoberta (ótimo para aquisição).
No mercado brasileiro, 94% dos usuários dizem encontrar inspiração para compras na plataforma, o que reforça esse comportamento de “jornada”.
Vamos ver os benefícios disso?
Alto potencial de vendas e conversão
Quando você anuncia no Pinterest, você entra antes do “clique final”: você aparece enquanto a pessoa está montando a lista mental de opções.
Isso tende a melhorar a eficiência porque você disputa decisão em um momento mais “maleável” (sobretudo quando as buscas são majoritariamente sem marca).
Para empresas maiores, o ganho está em criar demanda com intenção e depois capturar essa demanda com páginas/coleções bem preparadas.
Geração de tráfego qualificado para o site
Pinterest é um canal que funciona muito bem como “porta de entrada” para blog, categoria, coleção e landing pages, porque o clique normalmente vem de alguém que está buscando uma solução/ideia, não apenas reagindo a um post.
E como existe volume bem legal, dá para escalar isso sem depender de um único criativo “campeão”.
Alcance de um público aberto a novidades
Esse é o benefício mais subestimado por marcas grandes: a maior parte das buscas é genérica, não por marca.
Na prática, isso abre espaço para ganhar share de consideração mesmo quando você não é “top of mind”, desde que apareça com o criativo certo e uma proposta clara.
Construção de marca visualmente atrativa
Pinterest é vitrine.
Se a sua empresa tem algo que pode ser demonstrado visualmente (produto, portfólio, antes/depois, “como funciona”, resultados), você constrói percepção de marca com menos fricção.
Some isso a um contexto naturalmente mais positivo e aspiracional, alinhado ao comportamento de inspiração de compra que o próprio ecossistema do Pinterest reforça.
Para alavancar a estratégia da sua empresa, confira também meu artigo em que explico como aplicar SEO para Pinterest.
Dicas práticas para fazer o seu marketing Pinterest do jeito certo

Se você quer que Pinterest seja um canal de aquisição (e não um “projeto paralelo”), pense em três coisas: ser encontrado, ser salvo e converter bem.
É exatamente isso que as próximas três alavancas resolvem.
Otimização com palavras-chave (SEO)
No Pinterest, a palavra-chave não é detalhe de legenda. Ela é o que define se você entra (ou não) nas buscas e recomendações.
O caminho mais eficiente, especialmente para empresas com portfólio grande, é trabalhar com uma taxonomia simples:
- Pilares (temas grandes): “decoração de escritório”, “looks corporativos”, “receitas saudáveis”, “ideias para casamento”, “marketing B2B”, etc.
- Subtemas (intenção específica): “decoração minimalista”, “home office pequeno”, “look social feminino”, “cardápio semanal”, “estratégia de conteúdo”, e por aí vai.
A aplicação prática disso:
- Boards viram seus “hubs” (como categorias do site). Se o board é genérico demais, o Pinterest não entende sua relevância. Se é específico demais e você não consegue se alimentar, ele morre.
- Títulos e descrições dos Pins precisam falar como o usuário pesquisa: “ideias”, “modelos”, “como fazer”, “passo a passo”, “checklist”, “guia”. Isso aumenta os salvamentos e a busca.
- Escala vem de variações: mesma URL, várias capas e ângulos de copy — porque você testa linguagem e intenção sem ter que criar novos destinos toda hora.
Pensa assim: você não está tentando “viralizar”. Você está construindo uma biblioteca que o Pinterest consegue indexar, ok?
Imagens verticais
No Pinterest, o criativo é o anúncio. E o anúncio precisa ser entendido em 1 segundo no mobile.
O que separa marca que performa de marca que só “posta bonito” é clareza:
- Promessa explícita na arte (o benefício): “Checklist”, “Guia”, “Ideias”, “Antes e depois”, “5 erros”, “Modelo pronto”.
- Design legível: contraste, tipografia grande, pouco texto e hierarquia visual.
- Padrão de marca: template não é estética; é eficiência e reconhecimento. Em operação média/grande, template reduz custo, acelera produção e melhora consistência.
E aqui entra um ponto avançado (que quase ninguém faz direito): produza criativos pensando em séries!
Ex.: você tem um conteúdo pilar (“Guia completo de X”). Em vez de um Pin só, você cria 6–10 variações, cada uma com um ângulo diferente (“erros”, “passos”, “ideias”, “tendências”, “modelo”). Isso aumenta a cobertura de buscas diferentes, sem aumentar drasticamente o trabalho.
Links diretos
Pinterest pode te dar tráfego. Mas o lucro (e o lead bom) nasce do que acontece depois do clique.
Para empresas que medem CAC, pipeline e ROAS, três coisas são inegociáveis:
1) Alinhamento total Pin → página
Se o Pin promete um “modelo pronto”, a landing tem que entregar isso rápido. Se promete “ideias”, a página não pode abrir com um muro de texto. Coerência aumenta conversão e reduz rejeição.
2) Página rápida e mobile-first
Pinterest é majoritariamente mobile. Se a página é lenta, você paga pelo clique e perde antes do usuário ver a oferta. Então, é preciso ser mobile first.
3) Mensuração de verdade
UTM padronizada por campanha/tema + eventos claros (view content, lead, add to cart, purchase). Sem isso, Pinterest vira “tráfego bonito” e ninguém consegue defender orçamento na reunião.
Como montar uma estratégia de funil de marketing no Pinterest?

A forma mais inteligente de usar o Pinterest é parar de pensar em “postar Pins” e começar a pensar em orquestrar intenção.
No Pinterest, o usuário quase sempre está em modo planejamento, certo?
Ele não quer só consumir conteúdo; ele quer juntar referências, comparar opções e decidir “o que faz sentido para mim”.
Então o funil aqui funciona muito bem quando você desenha uma jornada simples: descoberta → consideração → decisão.
1) Topo do funil: descoberta que gera save (e te coloca no radar)
No topo, seu objetivo não é vender. É virar uma opção.
O tipo de conteúdo que funciona melhor é o que a pessoa quer guardar:
- ideias, inspirações, tendências
- “antes e depois”, exemplos e referências
- listas curtas do tipo “5 ideias para…”, “3 estilos de…”, “modelos de…”
O KPI aqui é menos “clique” e mais saves, alcance qualificado e recorrência.
Porque save é o sinal de que você entrou no planejamento!
2) Meio do funil: conteúdo que ajuda a escolher (e puxa o clique certo)
Aqui você troca “inspiração” por “clareza”. É onde você faz o usuário pensar: “ok, agora eu sei o que quero”.
O que costuma performar muito bem:
- comparativos (“qual escolher”, “X vs Y”, “melhor para cada caso”)
- guias práticos (“passo a passo”, “checklist”, “erros comuns”)
- prova e contexto (cases, resultados, bastidores do processo, critérios técnicos traduzidos)
O destino ideal não é uma home genérica. É uma página pilar, categoria/coleção, ou um conteúdo que amarre o tema inteiro.
Seu KPI pode ser cliques qualificados + profundidade pós-clique (tempo, páginas, microconversões).
3) Fundo do funil: conversão sem fricção (a landing decide o ROI)
No fundo, você não precisa “convencer” com mais conteúdo. Você precisa remover atrito.
Aqui entram:
- páginas de produto/serviço com mensagem alinhada ao Pin
- landing pages com CTA forte (orçamento, demo, compra, cadastro)
- prova social e segurança (depoimentos, logos, garantias, detalhes de entrega)
O KPI é o que importa para o board: CPA/CAC, ROAS, taxa de conversão e receita/lead gerado.
Como amarrar tudo em um sistema (sem virar bagunça)?
Pense em “pilares” (temas) e crie uma esteira por pilar:
- 1 conteúdo pilar (ou coleção/categoria) no seu site;
- várias entradas de topo (Pins de inspiração) levando para esse pilar;
- algumas pontes de meio (checklists, comparativos) levando para páginas de decisão;
- retargeting para quem salvou/clicou e ainda não converteu.
É assim que o Pinterest deixa de ser “mais um canal” e vira funil: você usa o topo para criar demanda, o meio para qualificar, e o fundo para capturar conversão.
Ah, e se você ainda não checou as tendências previstas pelo próprio Pinterest para 2026, vale olhar, viu?!

Pinterest é intenção
Pinterest funciona melhor quando você para de tratá-lo como “rede social” e passa a operar como busca + planejamento.
A combinação de criativos pensados para serem salvos, palavras-chave bem aplicadas e páginas de destino preparadas para converter transforma o canal em algo raro hoje: tráfego e demanda com efeito acumulativo.
Se você já tem uma operação de conteúdo (ou um catálogo robusto), o Pinterest vira um multiplicador: você reaproveita ativos, ganha descoberta em pesquisas sem marca e cria um caminho natural do “quero ideias” para o “quero comprar/contratar”.
O resultado não é um pico e sim consistência!
Precisa que uma empresa com experiência nessa
Perguntas frequentes
O que mais vende no Pinterest?
Em geral, vende mais o que é visual, aspiracional e fácil de imaginar pronto. Categorias como casa e decoração, moda, beleza, receitas, eventos (casamento/festas) e lifestyle tendem a performar muito bem porque o usuário está literalmente montando um plano e salvando referências.
O padrão é: quanto mais “mostrável” for o resultado (antes/depois, look final, ambiente pronto, prato pronto), maior a chance de virar clique e conversão.
O Pinterest Business é pago?
Não. Criar e usar uma conta Pinterest Business é gratuito. O que é pago é a parte de anúncios (quando você promove Pins e roda campanhas). Ou seja: dá para começar orgânico e investir em mídia quando fizer sentido para escala e previsibilidade.
O que mais vende no Pinterest?
Se você está pensando em marketing com foco em performance, “vende” muito bem também o que encurta decisão: checklists, guias rápidos, comparativos, modelos prontos e coleções.
Mesmo quando o produto/serviço não é tão “instagramável”, você ganha quando transforma a oferta em algo que ajuda o usuário a escolher e executar.
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