O que é marketing estratégico e como fazer em 2026?

Neil Patel
Co Founder of NP Digital & Owner of Ubersuggest
16 min read
uma mulher planejando um marketing estratégico

Teve uma época em que eu achava que marketing era ganhar no braço. Quanto mais campanha, mais post, mais anúncio, mais landing page, melhor. 

Eu estava ocupado o tempo todo e, por algum tempo, isso até parecia funcionar.

Até que veio um trimestre em que tudo virou barulho.

Eu lembro de olhar o dashboard e ver números subindo em um lado, caindo no outro, e ninguém conseguia explicar o porquê. 

O time estava exausto, as reuniões viraram debates intermináveis e cada área tinha uma opinião diferente sobre o que “deveria” ser prioridade. 

Foi aí que eu entendi uma coisa: o problema era falta de direção, porque execução já tinha de sobra.

Marketing estratégico é exatamente o que te tira desse ciclo.

Ele é o fio condutor para as decisões, é aquilo que faz você parar de reagir ao que grita mais alto e começar a construir um sistema que acumula vantagem com o tempo.

E é isso que este conteúdo vai te ajudar a fazer em 2026. 

Sair do modo tarefas, organizar as escolhas e transformar marketing em crescimento previsível, do planejamento inicial até a mensuração, com passos práticos que cabem na rotina de uma empresa de verdade.

Vamos nessa?!

Resumo do tema:

  • Marketing estratégico define onde jogar, para quem, com qual proposta de valor e quais canais realmente importam.

O que é um plano de marketing estratégico?

O marketing estratégico é a etapa básica de um plano de marketing. Ele é a forma como eu tiro marketing do modo ‘tarefas’ e coloco no modo ‘crescimento’.Ele define onde vamos jogar, como vamos ganhar e como vamos medir, antes mesmo de gastar o primeiro real.

Primeiro, há um objetivo primário. Ele é exclusivo, embora possam existir outros objetivos secundários que fortalecem o primário.

No meio digital, temos a grande vantagem de extrair uma grande quantidade de dados.

É por isso que ele deve ser quantificável. Dá para, por exemplo, definir como objetivo o valor de 10 mil visitas no site, 20 mil inscrições na newsletter ou 30 mil vendas na loja virtual.

Esse fator depende do que você deseja para realizar melhorias no negócio.

Aqui também temos o segundo elemento: o prazo. Qualquer plano estratégico de marketing é aplicado durante um determinado período (o famoso deadline, né!). Ao final dele, os números são avaliados para medir a performance da campanha.

Se os valores definidos no objetivo forem alcançados, significa que o plano funcionou.

Caso contrário, serão necessárias mudanças para atingi-lo no próximo período.

Aqui também são considerados outros componentes de marketing.Estudos de mercado adquiridos por meio de pesquisas, análise de pontos fortes e fracos da empresa e macroambiente.

Além disso, é aqui que geralmente definimos os 4 P’s do marketing: preço, praça, produto e promoção.

A concepção de plano estratégico de marketing ganhou muita força nas últimas décadas principalmente por meio de um maiores nomes do marketing tradicional e digital: Philip Kotler.

Esse mago do marketing é responsável, entre muitas outras coisas, por estudar mudanças de comportamento e adequação de negócios para estabelecer novos padrões de comunicação entre empresas e consumidores.

E o impacto é gigantesco!

Quais cuidados você deve ter ao executar o marketing estratégico?

pessoas fazendo planejando estratégico

Quando a empresa chega num certo porte, executar marketing estratégico vira menos sobre “ter boas ideias” e mais sobre evitar que a operação dilua a estratégia

O problema é, muitas vezes, excesso de demandas, canais, stakeholders e urgências competindo pelo mesmo budget.

O que eu cuido (e recomendo cuidar) é o seguinte:

1) Transforme a estratégia em decisões operáveis

Muita gente escreve “vamos crescer em SMB e Enterprise”, “vamos fortalecer a marca”, “vamos gerar mais pipeline”… e para por aí. 

Na execução, isso vira um monte de ações desconectadas. Estratégia, na prática, precisa virar decisão: qual segmento vem primeiro, qual mensagem é inegociável, quais canais são prioridade e o que fica para depois. 

Se você não explicita essas escolhas, o time preenche o vazio com “o que dá para fazer”, e o plano perde força.

2) Crie alinhamento real com vendas antes de acelerar tráfego e conteúdo.

Se marketing opera para volume e vendas opera para qualidade (ou vice-versa), você ganha atrito em vez de crescimento. 

Execução estratégica exige combinação de jogo: definição de lead qualificado que faça sentido para o funil, acordo de cadência de follow-up e meta compartilhada que todo mundo respeite.

Quando isso está alinhado, o plano “se defende sozinho” internamente.

3) Use dados para proteger o foco

Métrica de vaidade é confortável porque dá sensação de movimento. Só que, uma pergunta inevitável aparece: “qual o impacto no negócio?”. 

Então o cuidado aqui é construir uma linha clara entre execução e resultado. E mais importante: ter uma cadência de análise para corrigir a rota. Estratégia sem medição vira opinião; medição sem estratégia vira confusão.

4) Defenda a execução do “modo urgência” com governança simples

Se você não cria um sistema para priorizar, a empresa cria por você. E geralmente do pior jeito: pela última reunião ou pelo stakeholder mais barulhento. 

Governança não precisa ser burocracia. Precisa ter dono por iniciativa, critério de priorização, rotina de revisão (semanal/mensal) e padrão mínimo de qualidade. 

Isso evita que o plano seja desmontado aos poucos por pedidos “pequenos” que, somados, consomem o trimestre.

Qual é a importância de adotar o marketing estratégico?

um tablet em cima da mesa ao lado do planejamento estratégico

Adotar marketing estratégico importa porque ele tira o marketing do modo “atividade” e coloca no modo crescimento previsível, com foco, governança e métricas que o C-level respeita.

E para trazer alguns dados, posso começar falando que, como o budget não está aumentando, eficiência vira obrigação.

Em 2025, a Gartner apontou que os orçamentos de marketing ficaram estagnados em 7,7% da receita e 59% dos CMOs disseram que não têm verba suficiente para executar a própria estratégia.

Segundo, porque crescer é mais difícil do que parece. A McKinsey, analisando as 5.000 maiores empresas públicas, mostra que a empresa “típica” cresceu só 2,8% ao ano na década pré-COVID e apenas 1 em 8 passou de 10% ao ano. 

E tem um motivo financeiro direto para tratar isso como prioridade: quando uma empresa adiciona 5 pontos percentuais ao crescimento anual de receita, isso costuma vir acompanhado de 3 a 4 pontos percentuais a mais de retorno total ao acionista (TSR). 

Na prática, esse ganho acumulado pode representar algo como 33% a 45% a mais de valor de mercado ao longo de 10 anos.

Outro ponto é que marca e experiência impactam a performance, inclusive em B2B. Em um outro estudo da McKinsey sobre visibilidade no setor industrial, 5% das empresas concentram 95% da visibilidade. 

Marketing estratégico define como você ganha esse espaço mental, com posicionamento claro, narrativa consistente e investimento contínuo em marca e distribuição, em vez de ações isoladas!

5 passos para colocar o marketing estratégico em prática

Muitas pessoas afirmam que o marketing estratégico é muito mais teórico do que prático.

Mas a verdade é que podemos aplicá-lo no cotidiano de uma empresa, tá? Abaixo, cito cinco passos funcionais para começar a aplicar as táticas em seu negócio hoje mesmo!

5 passos para o marketing estratégico em imagens

1. Planejamento inicial – Defina seu público

Se eu tivesse que escolher um único passo que separa marketing estratégico de marketing “no automático”, é este. 

Você não começa por canal, nem por campanha. Você começa por clareza de mercado e estudo de público, porque isso define todo o resto, do posicionamento ao orçamento!

Público e estudo de mercado

Em empresas maiores, “público” não é uma persona genérica. É por isso que eu gosto de trabalhar com três camadas bem objetivas:

  • Primeiro, segmentação por valor. Quais segmentos trazem maior LTV, menor churn, maior ticket ou ciclo de venda mais saudável.
  • Segundo, segmentação por dor e contexto. O mesmo cargo compra por motivos diferentes dependendo de maturidade, stack, pressão interna e urgência.
  • Terceiro, segmentação por capacidade de entrega. Se seu produto ou operação não atende bem um segmento hoje, ele não pode ser prioridade estratégica.

Aqui, o cuidado é evitar “querer todo mundo”, tá?

Análise SWOT

Use SWOT para tomar decisões, não para preencher slide. Se pergunte:

  • Quais forças realmente criam vantagem competitiva percebida pelo cliente?
  • Quais ameaças podem matar seu crescimento nos próximos 12 meses?

O valor da SWOT é transformar achismos em trade offs claros.

Mix de marketing

Com o público definido, o mix vira consequência. O que você promete, como entrega, como precifica e como distribui precisam estar alinhados.

Se a promessa é premium e o mix empurra desconto, você destrói margem. Se o público precisa de prova e confiança e você comunica só performance, você trava a conversão.

Quando esse passo fica bem feito, escolher canais e montar plano tático fica muito mais simples.

2. Planejamento tático – Escolha seus canais

Aqui é onde muita empresa se perde, porque tenta “estar em todos os lugares”. Planejamento tático não é lista de canais. É um conjunto de apostas coerentes com o público que você definiu no passo 1.

Eu gosto de escolher canais com três perguntas simples.

A primeira é: onde seu cliente realmente descobre opções e forma opinião? Em B2B isso costuma envolver busca, conteúdo de referência, recomendações e eventos. 

Em B2C pode ser social, influenciadores, search, marketplaces e remarketing. O canal tem que encaixar no comportamento de compra, não no seu desejo de aparecer.

A segunda pergunta é: qual é o papel de cada canal no funil? Um canal pode ser melhor para demanda existente, como SEO e search, outro para criação de demanda, como vídeo, PR, eventos e parcerias. 

Quando você não define o papel, começa a cobrar a conversão direta de um canal que deveria estar construindo consideração, e corta cedo demais o que daria resultado.

A terceira é viabilidade. Você tem capacidade de manter cadência e qualidade? Um canal só funciona bem quando vira rotina. Se o time não consegue sustentar, ele vira custo sem aprendizado.

Sendo honesto com você, o resultado desse passo deve ser um mapa claro com poucos canais escolhidos. Vá no que funciona!

Mas também defina a função de cada um, a mensagem dominante e as métricas de sucesso por etapa. Com isso pronto, o passo 3, planejamento operacional, vira execução previsível em vez de improviso!

3. Planejamento operacional

Planejamento operacional é transformar a estratégia em um sistema de execução que aguenta rotina, escala e pressão interna.

Aqui eu uso uma lista bem objetiva para sair do “conceito” e virar realidade:

  1. Defina o que, exatamente, será produzido em cada canal. Por exemplo, conteúdo pilar e clusters no SEO, campanhas e criativos na mídia paga, cadências e ofertas no ABM.
  2. Escolha quem é responsável por produzir, revisar, aprovar, publicar, distribuir e otimizar. O que não tem dono vira gargalo!
  3. Padronize um processo simples e repetível. Briefing, produção, revisão, compliance, publicação, distribuição, otimização. Isso aumenta a velocidade sem derrubar qualidade.
  4. Garanta a infraestrutura de dados e tracking. Antes de escalar investimento, arrume CRM, automação, analytics e padronização de UTMs. Se a medição está fraca, você otimiza no escuro.
  5. Estabeleça cadência de execução e melhoria e determine rituais fixos. Reunião semanal de performance, ajustes quinzenais por canal e revisão mensal de iniciativas. 
  6. Liste as iniciativas e priorize por impacto, esforço e dependências. Isso protege o plano contra demandas urgentes que aparecem do nada.
  7. Documente padrões de qualidade e defina critérios mínimos para briefing, criativo, copy, SEO on page, landing pages e marca. É ainda mais importante quando a operação escala!

4. Planejamento final

Depois que você definiu seu público e escolheu os canais certos, vem a parte que separa marketing estratégico de marketing que só “parece organizado”. 

Marketing só dá certo quando se tem um plano que sobreviva à rotina, às urgências internas e à pressão por resultado.

Hierarquia de marketing

A hierarquia de marketing é uma tática que visa a priorizar determinadas ações sobre outras.

Se houver um corte de verbas, por exemplo, apenas uma delas pode ser executada.

Esse recurso ajuda bastante na hora de realizar escolhas estratégicas!

.

Cronograma

O cronograma é onde o plano sai do slide e vira operação. Eu construo uma sequência lógica, primeiro o que cria base, depois o que escala, e por fim o que acelera. 

O foco não é lotar o calendário, é deixar claro quando cada aposta começa a gerar sinal, quando você espera tração e qual janela de aprendizado você vai respeitar antes de mudar de direção. Sem isso, tudo vira urgência e nada vira rotina.

Orçamento

Ah, e o orçamento? Ao contrário do que muita gente pensa, ele não é sinônimo de dinheiro.

Ele é o mecanismo de disciplina. 

O investimento precisa sustentar o motor que já funciona, testar o que pode virar o próximo motor e manter uma margem de manobra para oportunidades reais. 

E cada bloco de verba precisa ter um motivo e uma métrica que a liderança entenda. Quando isso está bem fechado, você para de pedir orçamento e passa a defender um plano de crescimento.

5. Acompanhamento e mensuração de dados

Se eu tivesse que resumir este passo em uma frase, seria: o que não é medido vira opinião. E, para falar a verdade, opinião custa caro porque vira disputa interna e troca de rumo sem aprendizado.

A primeira decisão aqui é separar dois tipos de métricas: as de direção e as de eficiência. As de direção dizem se você está avançando no que importa para o negócio; as de eficiência dizem se você está pagando caro demais para chegar lá!

Nessa etapa, também, eu organizo a mensuração por jornada. Em vez de olhar canal por canal, eu olho o caminho inteiro do cliente. Aquisição, ativação, conversão, retenção e expansão, se for o caso. Isso força o time a enxergar gargalos reais. 

Às vezes o problema não é tráfego; é oferta, landing page, velocidade, abordagem comercial ou qualificação.

Outra peça que muita gente esquece é a cadência. Dados sem rotina viram relatório que ninguém lê. 

Eu gosto de ter uma leitura semanal para ajustes rápidos, uma revisão mensal para decisões de investimento e uma análise trimestral para validar a estratégia.

É preciso saber manter o que escala e matar o que só consome energia!

Quer se aprofundar em marketing estratégico em 2026?

Se você já tem um plano rodando e está acompanhando dados com cadência, o próximo nível é repertório. 

Não para complicar, e sim para tomar decisões melhores, mais rápido. 

Aqui entram duas trilhas bem objetivas, cursos para encurtar a curva e livros para fortalecer fundamento e pensamento estratégico.

Cursos de marketing estratégico

Se a sua empresa precisa alinhar times e acelerar a execução, um bom curso ajuda porque traz método e linguagem comum. Veja as opções de cursos de marketing estratégico:

Livros de marketing estratégico

Livro bom não serve para “inspirar”. Serve para você voltar ao seu plano e decidir melhor. Aqui vão algumas das minhas sugestões sobre livros de marketing estratégico:

Toda empresa precisa ter marketing estratégico

Quando a empresa cresce, cresce junto a complexidade. Mais canais, mais produtos, mais públicos, mais pressão por resultado.

 Sem estratégia, você paga duas vezes. 

Paga em orçamento, porque investe sem foco. 

E paga em oportunidade, porque demora para aprender o que realmente funciona.

Com marketing estratégico, você ganha o que as empresas mais precisam hoje. Previsibilidade

Você define um público prioritário, escolhe as poucas alavancas que vão receber energia de verdade, organiza a execução e transforma dados em decisões. 

No fim, é simples. 

Campanhas podem até gerar picos, só que estratégia cria um sistema. E é esse sistema que sustenta crescimento de verdade, trimestre após trimestre!

Perguntas frequentes

O que é marketing estratégico?

Marketing estratégico é o processo de tomar decisões claras sobre onde competir e como vencer. Ele conecta objetivos de negócio com público, posicionamento, proposta de valor, canais e metas. 

O que faz um profissional de marketing estratégico?

Ele transforma o contexto em direção e direção em plano executável. Analisa mercado, cliente e concorrência, define segmentação e posicionamento, escolhe alavancas e canais, estrutura metas e indicadores e cria governança para a operação rodar com consistência. 

Consulting with Neil Patel

Veja como minha agência pode aumentar drasticamente o tráfego do seu site

  • SEO - Desbloqueie um volume enorme de tráfego através do SEO. Veja resultados reais.
  • Marketing de Conteúdo - Nosso time cria conteúdo épico que vai ser compartilhado, linkado, e vai atrair tráfego.
  • Mídia Paga - Estratégias de anúncios efetivas e com ROI claro.

AGENDE SUA LIGAÇÃO

Neil Patel

Sobre Neil Patel:

Co Founder of NP Digital & Owner of Ubersuggest

Ele é o co-fundador da NP Digital. O The Wall Street Journal o considera como influenciador top na web. A Forbes diz que ele está entre os 10 melhores profissionais de marketing e a Enterpreuner Magazine diz que ele criou uma das 100 empresas mais brilhantes do mercado. O Neil é um autor best-seller do New York Times e foi reconhecido como um dos 100 melhores empreendedores até 30 anos pelo presidente Obama e como um dos 100 melhores até 35 anos pelas Nações Unidas.

Siga nas redes:

Compartilhe

Neil Patel

source: https://neilpatel.com/br/blog/marketing-estrategico-como-fazer/