Neil Patel

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Como Funciona a Busca do Google REALMENTE

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O motor de busca do Google é bem complexo em termos técnicos.

Existem centenas (talvez até milhares) de fatores diferentes que são considerados pelo mecanismo de busca do Google para descobrir onde cada coisa deve estar.

O Google é uma caixinha de surpresas. São poucas as pessoas que entendem exatamente o que está acontecendo dentro dela na hora de fazer busca no Google.

No entanto, a boa notícia é que na verdade é bem fácil entender os mecanismos de busca.

Nós não sabemos quais são todos aqueles cem ou mil fatores envolvidos. Mas não precisamos saber tudo para entender como funciona o algoritmo do Google.

Vou te mostrar todos os princípios básicos com um método simples para agradar o Google, melhorar seu ranqueamento e trazer mais tráfego para o seu site.

Vou também falar dos critérios de busca do Google e te apresentar a alguns dos mais novos desenvolvimentos dele, como o RankBrain, que ajuda o Google a adivinhar o que você está procurando (mesmo que você não tenha digitado nada).

Mas primeiro, vou te acompanhar em uma jornada para ver como a busca do Google funciona, para que você veja que isso não é tão difícil de entender quanto parece. 

Como a busca do Google funciona?

A primeira tarefa do Google é “rastrear” a web com “spiders”.

Spiders são pequenos programas automatizados ou bots que percorrem a internet procurando todas as informações novas.

Os spiders guardam informações sobre o seu site, dos títulos que você usou ao texto de cada página, para aprender mais sobre quem você, o que você faz e quem pode estar interessando em te encontrar.

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Isso pode parecer simples demais.

Mas não é uma tarefa pequena, considerando que entre 300 e 500 novas páginas são criadas na web a cada minuto!

Assim, o primeiro grande desafio é localizar novos dados, gravar o assunto e então armazenar essas informações (com alguma precisão) em uma base de dados.

O próximo trabalho do Google é descobrir como combinar e exibir as informações da sua base de dados da melhor forma possível quando alguém inserir um termo de busca. Mais uma vez, a escala representa um problema.

Hoje o Google processa mais de dois trilhões de buscas a cada ano. Em 1999, era apenas um bilhão por ano.

Ou seja, houve um aumento de volume de 199.900% nos últimos 17 anos!

Assim, quando alguém resolve fazer uma busca no Google, as informações dessa base de dados precisam ser categorizadas corretamente, reorganizadas e exibidas em menos de um segundo.

E o tempo é crucial. A velocidade vence, dizia Marissa Mayer quando trabalhava no Google, há mais de uma década.

Ela conta que quando o Google conseguiu acelerar o tempo de carregamento da home page do Google Maps (reduzindo seu tamanho), o tráfego cresceu 10% nos primeiros 7 dias e 25% em apenas algumas semanas.

Assim, o Google venceu a corrida dos mecanismos de busca porque é capaz de:

  1. Encontrar e gravar mais informações
  2. Entregar resultados mais precisos
  3. Fazer ambas essas tarefas mais rapidamente do que qualquer outro motor de busca

Ele ficou incrivelmente eficiente em transportar informações em ambos os sentidos do pipeline que conecta seus usuários à sua base de dados.

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Uma das razões que deu uma vantagem inicial ao Google foi a precisão dos resultados dele.

As informações que ele exibia simplesmente eram melhores.

Pense nisso assim.

Quando você digita alguma coisa no Google, você tem uma expectativa. Talvez seja uma resposta simples, como a previsão do tempo na sua cidade. Ou alguma coisa mais complexa, como por exemplo “como a busca do Google funciona?”

Os resultados do Google, quando comparados às outras alternativas existentes naquela época, respondiam melhor à essas perguntas. As informações dele eram as melhores possíveis.

E esse avanço veio de uma teoria inicial em que os fundadores do Google trabalharam enquanto ainda estavam na universidade.

Por que links são importantes?

Em 1998, os fundadores da Google ainda estavam estudando em Stanford quando publicaram um artigo chamado “The PageRank Citation Ranking: Bringing Order to the Web.”

Veja só — você pode ler o artigo na íntegra aqui!

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O avanço tecnológico do PageRank era simples.

Artigos acadêmicos muitas vezes eram classificados pelo número de citações que tinham recebido. Quanto mais citações um artigo tinha, maior a autoridade que era atribuída a ele.

Os fundadores do Google, Larry Page e Sergey Brin, queriam aplicar esse mesmo sistema de classificação às informações disponíveis na web. Eles usaram os backlinks como substituição para os votos. Quanto mais links uma página recebia, maior a autoridade que era atribuída a ela naquele assunto.

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Claro, eles não olharam apenas para o número de links, mas consideraram também a qualidade, examinando quem criou o link.

Se você tivesse recebido dois links de dois sites diferentes, por exemplo, o link criado pelo site com mais autoridade no tema valeria mais.

Eles também consideraram a relevância, para avaliar melhor a qualidade de um link.

Por exemplo: se seu site fala sobre “comida para cães”, links de outras páginas ou sites que falam de temas relacionados a “cães” ou “comida para cães” valeriam mais do que links de sites sobre “pneus para caminhão”.

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Antes de continuar, preciso que você entenda que estamos falando de conceitos de mais de uma década atrás.

O PageRank era importante anos atrás, mas tivemos uma evolução enorme desde então. Assim, não se preocupe com ele hoje. Vamos ver como funciona o algoritmo do Google nos dias de hoje.

Uma parte da evolução que eu mencionei envolve o desenvolvimento de novos algoritmos, como o RankBrain.

O que é o RankBrain? E como ele funciona?

O RankBrain foi mencionado pela primeira vez há apenas alguns anos, pelo engenheiro da Google Greg Corrado:

“O RankBrain se transformou no terceiro sinal mais importante que contribui para o resultado de uma busca.”

O Google tem trabalhado nessa tecnologia nos últimos cinco anos, para ajudar o mecanismo de busca a lidar com os grandes aumentos de volume sem perder em precisão.

O ingrediente secreto do Rank Brain é que ele usa inteligência artificial para aprender continuamente como se aperfeiçoar.

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Assim, quanto mais ele processa novas informações ou novas buscas para usuários, melhor e mais preciso para retornar esses dados ele fica.

Por exemplo: o algoritmo do Google “pode ter até 10.000 variações ou sub-sinais,” segundo o Search Engine Land. Isso é bastante coisa!

Como você pode imaginar, gerir tudo isso constantemente deve ser incrivelmente difícil (se não impossível).

É aqui que entra o RankBrain, para ajudar a gerir todo esse trabalho.

Geralmente, os dois fatores de ranqueamento mais importantes são:

  1. Links (e citações)
  2. Palavras (conteúdo e termos de busca)

O RankBrain ajuda a analisar ou compreender as conexões entre esses fatores, para que o Google possa entender o contexto por trás do que alguém está perguntando.

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Um exemplo. Digamos que você insira a palavra “salários engenheiro”.

Pense nisso por um momento. Você está procurando os salários de que tipo de engenheiro?

A resposta pode ser engenheiro civil, mecânico ou mesmo engenheiro de software.

É por isso que o Google precisa usar vários critérios de busca diferentes para descobrir exatamente o que você está pedindo.

Mas digamos que nos últimos anos os seguintes eventos tenham ocorrido:

  • Você está estudando ciência da computação.
  • Seu endereço de IP é do campus da Stanford University.
  • Você segue jornalistas de tecnologia no Twitter.
  • Você lê o TechCrunch quase todos os dias.
  • E semana passada você pesquisou no Google “empregos engenheiro de software”.

Viu só?

O Google é capaz de reunir todas essas informações aleatórias. É como juntar várias peças de um quebra-cabeças.

Assim, agora o Google sabe que tipo de “salários engenheiro” deve te mostrar, apesar de você não ter pedido especificamente salários de engenheiro de software ao fazer busca no Google.

E é assim que o Google responde suas perguntas antes mesmo de você perguntar.

Por exemplo: faça uma busca genérica por qualquer coisa, como “pizza”.

O que você está vendo?

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No topo você vê os típicos espaços para anúncios.

No entanto, os resultados locais, abaixo dos anúncios, assumem que você está perguntando “onde pedir pizza”.

O Knowledge Graph, do lado direito,  reúne praticamente todas os fatos e informações que você pode desejar sobre pizza.

O RankBrain pode processar e filtrar todos esses dados para te dar respostas antes mesmo que você faça a pergunta.

Mude um pouco a sua pesquisa (como essa: “pizza hut”) e a página de resultados do mecanismo de busca (SERP) vai mudar, trazendo novas informações.

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Agora você sabe como a busca do Google funciona.

Não é necessário ser um expert, mas entender princípios básicos como esses pode te ajudar a entender melhor como oferecer aos seus potenciais clientes exatamente o que eles querem (e assim ter um ranqueamento melhor e mais tráfego).

Aqui estão algumas coisas importantes que você deve observar.

Como melhorar seu ranqueamento: Resolva os problemas das pessoas

As pessoas inserem palavras no mecanismo de busca do Google para obter respostas para o que estão enfrentando.

Se alguém está procurando uma resposta, isso significa que ele tem uma pergunta.

E se ele tem uma pergunta, isso significa que ele tem um problema.

Assim, sua principal tarefa é resolver o problema de alguém.

Em teoria, é simples assim. Se você resolver os problemas de alguém melhor do que outras opções, vai ter ranqueamento melhor e mais tráfego.

Vamos ver alguns exemplos para que você entenda como isso funciona na vida real.

Alguém chega em casa depois de um dia longo no trabalho. Tudo o que ele quer é fazer alguma coisa rápida para comer e passar tempo com a família ou assistir uma série nova no Netflix.

Mas antes de conseguir preparar qualquer coisa, ele tenta usar a pia da cozinha e descobre que ela está entupida.

Droga.

Mas já está ficando tarde, e por isso ele não quer chamar um encanador. Então ele resolve fazer busca no Google e começa a digitar “como desentupir pia” como sua consulta de pesquisa.

E isto é o que ele vê:

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Viu?

Bem no topo aparece um anúncio de um encanador (só para o caso de você decidir chamar um profissional).

A seguir vem uma caixa de Instant Answer, com instruções passo a passo que o Google acredita que ajudaram outras pessoas. Assim, talvez você consiga consertar sua pia sem nem ter que sair dessa página!

Se esse não for o caso, a seguir aparecem questões que as pessoas costumam fazer (e suas respostas).

Tudo isso nos leva a uma pergunta: Como criar alguma coisa que ajude a resolver o problema de um usuário?

Vou responder isso daqui a pouco. Mas para começar, veja o que você não deve fazer:

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“Densidade de palavras-chave” é uma tática antiga que era relevante quando o algoritmo do Google era meio burro e estático. Mas hoje, com o RankBrain, o Google é praticamente um gênio.

Assim, encher o texto de palavras-chave como se ainda fosse 1999 só vai te prejudicar. E como você vê, essa é uma “resposta” ou “solução” péssima para o problema de alguém.

Dito isso, existem partes de uma página que merecem atenção especial.

Um exemplo. A Tag de Título e a Meta Descrição são usadas pelo Google para fornecer uma resposta inicial sobre o assunto de uma página.

Esses dois elementos também aparecem nos SERP quando alguém insere uma consulta.

Assim, faz sentido que você coloque o tema principal da página nessas seções, para que todo mundo saiba o que é discutido.

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Quer ver de onde esse texto está sendo copiado?

É só clicar no botão direito sobre um site e visualizar o código-fonte. O código-fonte da minha página, por exemplo, é assim:

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Você pode ver a tag de título e a meta descrição no topo do código.

Eu também uso o Yoast, um plugin para SEO no WordPress, para me ajudar a adicionar esses campos extras no backend do WordPress.

Dessa forma, tudo o que você tem que fazer é escrever o título e a descrição, como texto (em vez de ter que editar o código de programação).

Além disso, o conteúdo da página deve ser escrito para pessoas (e não usar excesso de palavras-chave para enganar o mecanismo de pesquisa do Google).

Veja como o conteúdo da sua página deve ser:

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Nesse exemplo, eu estava criando uma resposta aprofundada para ajudar alguém a encontrar uma solução para um problema complexo (pesquisa de palavras-chave).

Mas apesar de o tema ser complexo, eu tentei oferecer uma solução simples, passo a passo, para que ele pudesse resolver o problema o mais rápido possível.

Atualmente, o Google considera até dados de uso do site para determinar o quanto o seu conteúdo é útil.

Um exemplo. Digamos que alguém clique no seu site a partir do Google e fique desanimado com o design ruim ou o conteúdo difícil de ler. O usuário “faz bounce”, voltando para o Google imediatamente para encontrar outro resultado.

Isso é um mau sinal! Hoje, o Google é capaz de perceber isso e determinar que o usuário não foi feliz em sua pesquisa. Assim, talvez o Google tente encontrar outros resultados para substituir o seu e agradar aos seus usuários.

É por isso que eu divido os parágrafos e incluo muitas imagens. O objetivo é ajudar as pessoas a encontrar rapidamente o que estão procurando. Eu quero que os usuários possam ler a página mais rápido e digerir as informações com mais facilidade, para que eles passem mais tempo na minha página em vez de ir embora.

Isso é a chave para ter um bom ranqueamento nos mecanismos de busca. Dê às pessoas o que elas querem, faça elas ficarem na página ou voltarem para ver mais, e o Google vai ficar mais satisfeito.

Vamos voltar ao exemplo da pia entupida para ver como isso funciona em outro contexto.

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Todos esses resultados são bons!

Nesse caso, as pessoas que criaram cada página forneceram uma resposta detalhada a um problema comum.

Vamos ver melhor aquele segundo resultado SERP, “7 Brilliant Ways to Unclog a Drain” (Sete formas geniais de desentupir um ralo”,  do Yahoo, para descobrir o que eles estão fazendo para aparecer na segunda posição em uma busca tão popular.

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Esse resultado parece bom, porque fornece vários métodos que você pode experimentar, e fotos para mostrar exatamente o que deve acontecer.

Vamos ver o que ele oferece:

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No geral, é uma boa solução!

O artigo fornece ao usuário conteúdo de boa qualidade para ajudar a resolver um problema. Quanto melhor seu conteúdo for nisso, mais links ou “upvotes” ele vai receber quando as pessoas descobrirem que ele é útil.

Links e outras citações ou sinais sociais ajudam a alertar o Google. Eles dizem ao mecanismo de busca que a sua página está crescendo e que ele deve começar a prestar atenção ao seu site quando se trata desse tema.

Sua página vai receber um tratamento melhor, subir nos rankings, ser exibida a mais pessoas, receber mais links ou votos como resultado… e continuar essa tendência de crescimento.

É por isso que o processo do Google é genial.

Ele deixa as pessoas satisfeitas ao oferecer exatamente o que elas estão procurando. E quando você faz tudo certo, ele te dá benefícios cumulativos que podem começar a ter efeito rapidamente, expandindo o tráfego do seu site.

Conclusão

O motor de busca do Google é uma das tecnologias mais complexas do mundo.

Ele processa uma quantidade inacreditável de dados em uma velocidade incrível para dar às pessoas exatamente o que elas estão procurando, no momento em que elas estão procurando.

Há uma boa razão que explica por que o negócio de publicidade do Google gera 78% de toda a receita de anúncios de busca.

Mas depois que você estuda como funciona o algoritmo do Google, fica fácil entender esse e outros mecanismos de busca.

Eles estão simplesmente ajudando as pessoas a encontrarem o que estão procurando.

As pessoas usam o mecanismo de busca do Google para encontrar respostas e soluções. Elas têm alguma coisa em mente e querem encontrar uma resposta que ajude a resolver o problema, para que elas continuem o que estavam fazendo.

O Google faz isso melhor do que qualquer outra alternativa, reunindo dados de todos os tipos de fonte para determinar exatamente o que você, especificamente, está procurando – mesmo que você não seja específico na hora de fazer busca no Google!

O que você acha de o Google reunir dados para melhorar suas respostas? Sinistro ou útil?

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