Neil Patel

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Brainwriting: o que é, vantagens e como fazer

Brainwriting

O brainwriting é tudo que o nome dá a entender: uma tática para gerar mais e melhores ideias, que permite que todos os envolvidos participem do processo. E o melhor? Em pouco tempo!

Opa, mas isso não seria o famoso “brainstorming”?

Não exatamente — inclusive, muitos consideram o brainwriting como a evolução do brainstorming.

Fato é que a ideação, uma das etapas de abordagens como o Design Thinking, por exemplo, ganhou tração nas empresas nos últimos anos.

E o motivo é simples: negócios precisam criar soluções para problemas.

Mas essas soluções não brotam do nada. É preciso de estudo, planejamento, discussão, lapidação, entre outros termos.

Vou ser mais objetivo aqui: ideias movem negócios e são o combustível por trás de soluções inovadoras.

Essa técnica capacita as empresas a melhorar justamente seu processo de ideação.

É uma ferramenta com uma dinâmica extremamente interessante (lembra da brincadeira do telefone sem-fio? Segure esse pensamento).

Hoje, vou descomplicar essa técnica, explicando passo a passo como ela funciona, além de trazer alguns de seus benefícios e te mostrar como aplicá-la para inovar em suas soluções e estratégias.

Preparado(a) para entender mais? Continue a leitura!

O que é brainwriting?

Brainwriting é uma técnica de ideação colaborativa. A “escrita cerebral” permite uma abordagem mais estruturada e organizada para gerar ideias.

É uma tática um tanto mais estruturada quanto seu par mais famoso, o brainstorming.

O brainwriting é útil porque permite que mais ideias sejam geradas em um período de tempo menor.

Também garante que todos os membros do grupo tenham oportunidades iguais de contribuir com suas ideias.

Sabe do mais bacana? Essa técnica não é nova.

Pelo contrário, já tem suas décadas de vida.

Foi criada por Bernd Rohrbach, expert em marketing, em 1969.

O mais interessante é que, quando se fala em brainstorming, pouco se menciona o fator “timidez”.

Como é um método baseado em conversação — ou mesmo em quem grita mais alto — algumas ideias podem ficar suprimidas por conta de participantes que sejam tímidos, acanhados ou simplesmente introvertidos.

O brainwriting mitiga essa dificuldade e dá voz a todos!

Além disso, qualquer tipo de negócio pode usar a escrita cerebral, mas é especialmente útil para quem precisa gerar novas ideias constantemente, como equipes de marketing ou desenvolvimento de produtos.

Ela pode ser usada em situações de resolução de problemas, em que um grupo precisa encontrar uma solução criativa para um problema complexo.

Qual a diferença entre brainstorming e brainwriting?

As diferenças entre brainwriting e brainstorming

Brainwriting e brainstorming são duas técnicas amplamente utilizadas.

Eu sei que você conhece o brainstorming, mas vale conceitualizar para seguir o script, concorda?

Esse é um método de geração de ideias que envolve reunir um grupo de indivíduos e pedir que eles compartilhem suas ideias e pensamentos sobre um determinado tópico.

Simples, certo?

Na minha humilde opinião, é uma palavra chique para definir um termo simples: “discussão“!

A ideia é estimular o pensamento livre e a criatividade, permitindo que os indivíduos desenvolvam as ideias uns dos outros.

Agora, como eu disse, a escrita cerebral é uma abordagem mais estruturada e sistemática para a ideação.

Envolve reunir um grupo de indivíduos, fornecer-lhes um modelo ou estrutura e pedir-lhes que escrevam suas ideias.

As ideias são então compartilhadas com o grupo, que trabalha em conjunto para refiná-las e melhorá-las.

Ficou claro que uma das principais diferenças entre a escrita cerebral e brainstorming é o nível de estrutura envolvida.

O brainstorming é tipicamente mais informal e não estruturado, enquanto o brainwriting envolve um processo definido e um modelo específico.

Além disso, o brainstorming geralmente é feito em grupo, enquanto a escrita cerebral pode ser feita individualmente ou em grupo.

Outra diferença é a ênfase na quantidade x qualidade.

O brainstorming normalmente se concentra em gerar uma grande quantidade de ideias (quanto mais, melhor!), enquanto o brainwriting coloca mais ênfase na qualidade, com o objetivo de gerar ideias mais refinadas e acionáveis.

Sendo bem sincero: uma tática pode ser seguida de outra, caso você queira tanto quantidade, quanto qualidade na geração de ideias.

Vantagens e desvantagens do brainwriting

Sabia que o brainwriting pode gerar 42% mais ideias originais que o brainstorming?

Esse é um dado de um estudo da acadêmica Leigh Thompson, conforme li no Allenvision.

De acordo com ela, “por mais sexy que seja o brainstorming, com as pessoas estourando como champanhe com ideias, o que realmente acontece é que, quando uma pessoa está falando, você não está pensando em suas próprias ideias. Subconscientemente você já está assimilando minhas ideias.

E faz sentido, concorda?

Mas calma lá, nem tudo são rosas. Como qualquer método, há benefícios e consequências em aderi-lo.

Vou abrir o jogo com você e mencionar três vantagens e desvantagens, vamos lá?

Vantagens

  • Maior participação: a escrita cerebral permite que todos os membros da equipe contribuam para o processo de ideação sem medo de julgamento ou interrupção. Isso faz com que mais ideias sejam geradas e uma gama mais diversificada de perspectivas seja considerada.
  • Uso mais eficiente do tempo: a técnica permite a geração simultânea de ideias, em vez de contribuições sequenciais como no brainstorming. Isso significa que mais ideias podem ser geradas em menos tempo.
  • Qualidade acima da quantidade: como a escrita cerebral permite que mais ideias sejam geradas, ela também permite um processo de filtragem mais rigoroso. Isso significa que as ideias que passam são tipicamente de maior qualidade.

Desvantagens

  • Falta de interação espontânea: como os membros da equipe estão gerando ideias de forma independente, há menos oportunidade para interação espontânea e desenvolvimento das ideias uns dos outros.
  • Risco de pensamento de grupo: sem a oportunidade de interação espontânea, existe o risco de pensamento de grupo (ou groupthink, quando um grupo toma decisões irracionais por conta do desejo de conformidade, ignorando o ponto de vista individual) e falta de análise crítica das ideias.
  • Requer esforço individual: requer mais esforço individual do que brainstorming, o que pode fazer com que alguns membros da equipe não participem totalmente ou não sejam totalmente investidos no processo.

Quando usar o brainwriting?

Quando usar o brainwriting

A técnica pode ser usada em uma ampla variedade de situações, dependendo dos objetivos e necessidades da empresa.

Eu indico especialmente para empresas com times diversos e com personalidades distintas.

Em geral, eu identifico 2 cenários que servem como guarda-chuvas para várias outras situações, veja só:

Quando a equipe está lutando para gerar novas ideias

Essa pode ser uma ótima maneira de iniciar o processo de criação de ideias quando uma equipe está se sentindo estagnada.

Ao dar a todos uma oportunidade igual de contribuir, é possível superar quaisquer barreiras ou preconceitos que possam estar limitando a criatividade da equipe.

Quando a equipe precisa gerar rapidamente ideias acionáveis

Pode ser um método altamente eficiente para ideias de maior valor, mas em um curto espaço de tempo.

É especialmente útil quando uma empresa está enfrentando um prazo apertado ou precisa apresentar ideias viáveis para alavancar um projeto ou campanha específica.

Quando a empresa precisa resolver um problema complexo

Tem um problema complexo em mãos? A escrita cerebral com certeza vai ajudar!

Ao reunir um grupo diversificado de partes interessadas e usar técnicas de escrita cerebral, a empresa pode garantir que todos os fatores relevantes sejam levados em consideração e que uma solução completa seja desenvolvida.

Como fazer um brainwriting?

E aí, preparado para aprender como colocar o método em prática?

Vou te contar uma percepção minha. Lembra que mencionei o “telefone sem-fio”, lá na introdução? É que acho que a escrita cerebral tem um pouco dessa brincadeira.

Nela, você recebe uma mensagem de um emissor e a repassa até chegar ao fim da linha. O objetivo é ver o quanto a imagem muda, conforme os transmissores.

É uma coisa bem jovial, mas funciona.

O brainwriting é a profissionalização do telefone sem-fio, de modo que os envolvidos recebem uma missão e devem idear soluções para a mesma.

Depois, eles devem repassar essas ideias para frente, de modo que sejam complementadas, refutadas ou melhoradas pelos seus pares!

Para simplificar, separei alguns passos:

1. Defina um moderador

Esse será o facilitador do processo, responsável por manter todos nos trilhos. É ele quem vai comandar a sessão e organizar os pensamentos.

2. Separe os materiais

A escrita cerebral funciona melhor como um exercício de papel e caneta.

No entanto, veja bem como essa dinâmica funciona:

Os envolvidos ganham alguns papéis (ou post-its) para escrever suas ideias. Já o moderador conta com um template para organizar os pensamentos escritos.

Esse template você pode encontrar em vários sites ou mesmo criar o seu.

Eu vi um no site da Teamworx que achei muito interessante (especialmente porque é feito à mão), veja os detalhes:

Template para brainwriting

Nele, você encontra campos como:

  • O desafio ou problema a superar;
  • A lista de pessoas envolvidas;
  • As ideias listadas;
  • E os princípios, que reforçam as diretrizes da abordagem.

Cada um desses espaços em branco deve ser preenchido com um pedaço de papel ou post-it escrito pelo time envolvido.

3. Reúna uma equipe diversificada

É importante reunir um grupo de indivíduos com diferentes formações, conhecimentos e perspectivas para gerar uma variedade de ideias.

4. Apresente o problema

Defina claramente o problema ou desafio que precisa ser abordado para garantir que todos estejam na mesma página.

5. Defina um limite de tempo

Estabeleça um limite de tempo para geração de ideias para manter o grupo focado e evitar que a análise seja paralisada.

6. Comece a escrever

Cada membro da equipe deve escrever suas ideias em uma folha de papel, com cada ideia mantida em sigilo para evitar preconceitos ou pensamento de grupo.

7. Passe as ideias adiante

Após um determinado tempo, cada pessoa passa sua folha de papel para a próxima pessoa, que adiciona suas próprias ideias à lista.

8. Repita

Este processo é repetido várias vezes, com cada pessoa adicionando suas próprias ideias à lista.

9. Discuta e avalie

Quando o limite de tempo terminar, o grupo pode discutir e avaliar as ideias geradas para determinar o melhor curso de ação.

Exemplo de brainwriting

Para simplificar, criei um exemplo baseado nesta estrutura:

Considere que uma startup mapeou um problema de UX em um de seus principais produtos, um ERP.

O gestor da área de design organiza então uma sessão de escrita cerebral para tentar resolver o problema.

A sequência de eventos seria:

  • Reunir uma equipe com expertise em UX, incluindo designers, desenvolvedores e gerentes de produto.
  • Apresentar o problema, definindo claramente o problema de UX, como um fluxo de usuário difícil ou baixo envolvimento do usuário.
  • Definir um limite de tempo, como, por exemplo, de 20 a 30 minutos para gerar ideias.
  • Escrever as ideias, com cada membro da equipe fazendo-o em um post-it. Em primeiro momento, cada ideia é mantida em sigilo.
  • As ideias são então passadas adiante após o limite de tempo. É missão de cada um adicionar suas próprias ideias à lista recebida.
  • Depois, o processo é repetido quantas vezes for necessário.
  • Por fim, é hora de discutir e avaliar as ideias geradas para determinar as melhores soluções para o problema de UX.

O método 6-3-5

Uma maneira popular de aplicar a técnica é com o método 6-3-5.

Ao longo de uma sessão 6-3-5, a escrita cerebral é dividida em vários rounds.

Em cada round, seis pessoas escrevem três ideias em, no máximo, cinco minutos.

Pegou a dinâmica?

Depois do primeiro round, todo mundo troca seus papéis com outra pessoa, que deve ler as ideias escritas e adicionar mais três ideias, em um período de também cinco minutos.

Ou seja, é um ciclo.

Essas novas ideias escritas no papel podem complementar àquelas já existentes, se opor a elas ou evoluí-las.

Depois dos seis rounds, os papéis são recolhidos pelo moderador e todas as ideias são discutidas entre todos.

Vale lembrar que não é necessário ser somente seis pessoas. Essa estrutura do método pode ser personalizada conforme as necessidades do seu time.

Conclusão

Tudo sobre brainwriting

A escrita cerebral é uma poderosa técnica de geração de ideias que ajuda empresas e times a se tornarem mais criativos e colaborativos.

Ela difere do brainstorming por fornecer uma abordagem mais organizada e inclusiva. É algo que dá mais terreno para a imaginação e criatividade florescerem, ao contrário do que acontece na técnica mais popular.

Empresas de todos os tamanhos e setores podem se beneficiar do uso da escrita cerebral para resolver problemas, gerar ideias e melhorar processos.

Que tal aplicá-la na sua empresa? Se quiser, compartilhe comigo os resultados e seus insights na caixa de comentários, logo abaixo.

No geral, quando usado corretamente, o brainwriting pode ajudar as equipes a romper as barreiras da inovação, levando a soluções mais eficazes e diferenciadas.

Até a próxima!

Perguntas frequentes sobre brainwriting

O que é brainwriting?

Brainwriting é uma técnica de ideação colaborativa. A “escrita cerebral” permite uma abordagem mais estruturada e organizada para gerar ideias.

Brainwriting é a mesma coisa que brainstorming?

Não.

O brainstorming é um método de geração de ideias que envolve reunir um grupo de indivíduos e pedir que eles compartilhem suas ideias e pensamentos sobre um determinado tópico.

A escrita cerebral é uma abordagem mais estruturada. Envolve reunir um grupo de indivíduos, fornecer-lhes um modelo ou estrutura, pedir-lhes que escrevam suas ideias e compartilhá-las para que sejam incrementadas.

Quais são as vantagens do brainwriting?

Permite que todos os membros da equipe contribuam para o processo de ideação sem medo de julgamento ou interrupção.

Possibilita a geração simultânea de ideias, em vez de contribuições sequenciais como no brainstorming.

Favorece que mais ideias sejam geradas, ela também permite um processo de filtragem mais rigoroso.

Como fazer um brainwriting?

Para fazer a escrita cerebral, você pode seguir os seguintes passos:

1. Defina um moderador

2. Separe os materiais

3. Reúna uma equipe diversificada

4. Apresente o problema

5. Defina um limite de tempo

6. Comece a escrever

7. Passe as ideias adiante

8. Repita

9. Discuta e avalie

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