Neil Patel

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Entenda o que é a Bluesky e porque ela não é só uma alternativa ao Twitter

Se você abrir o aplicativo Bluesky provavelmente não vai ver qualquer diferença significativa em relação ao app do Twitter, ou melhor, o X (é difícil conseguir se desapegar, ok?).

Isso, obviamente, não é à toa.

Quem ajudou a criar a Bluesky foi também responsável por cocriar o Twitter lá atrás em 2006.

Sim, estou falando de Jack Dorsey. 

Mas apesar das propostas serem muito parecidas, a nova rede tem potencial de causar um verdadeiro frisson, principalmente em tempos de incertezas para o X no Brasil.

E para as empresas que usam o “microblog” como estratégia, conhecer outras opções antes de migrar (se isso vai ser preciso ou vai depender muito dos próximos capítulos!) pode ser muito valioso.

Bora, então, conhecer a Bluesky?

Nesse artigo vou descomplicar essa nova rede e mostrar como você pode usá-la.

Vamos nessa!

O que é a Bluesky?

Eis a Bluesky, nova rede social que, à primeira vista, parece ser praticamente um clone do Twitter.

Assim como ele, é uma rede social de microblogging que permite a criação de “skeets” (sim, é assim que chamam os tuítes por lá!) e mergulhar em uma “skyline” cheia de conversas, além da interação entre usuários por meio de curtidas, respostas e compartilhamentos.

Mas para além dos termos criativos, a grande inovação está em sua abordagem descentralizada de desenvolvimento. 

“Como assim, Neil?”

Diferentemente de plataformas centralizadas como Twitter, Facebook e Instagram (gerenciadas por uma única empresa), ela opera sob o padrão AT Protocol.

Isso significa que não é apenas mais uma rede social, mas parte de um ecossistema mais amplo onde o desenvolvimento de novas plataformas sociais é incentivado e facilitado! 

Deixa eu explicar ainda melhor: 

Assim como o e-mail permite a comunicação entre diferentes serviços (como enviar um e-mail do Gmail para o Outlook!), o AT Protocol estabelece um conjunto comum de regras para identidades de usuários, seguidores e compartilhamento de dados.

E isso permite uma interação entre diversas redes sociais construídas sobre este protocolo, o que, de fato, não é algo comum.

História da Bluesky

A história da Bluesky começa em 2019, quando o então CEO do Twitter, Jack Dorsey, anunciou uma iniciativa para explorar um novo modelo de rede social descentralizada, como um “spin-out” da própria rede.

Esse projeto tinha como objetivo investir em um sistema que permitisse uma rede menos centralizada, sem perder a essência de interação social que o Twitter havia popularizado. 

Jay Graber, uma especialista em redes sociais descentralizadas, foi convidada a liderar o projeto, e a plataforma começou a tomar forma com a colaboração de membros do grupo de trabalho inicial.

Assim que deixou o comando do “passarinho”, em 2021, Dorsey dedicou-se ainda mais nessa nova rede social.

A iniciativa, inclusive, recebeu um impulso inicial significativo de $13 milhões do Twitter, quando ainda existia uma parceira.

Mas a Bluesky foi oficialmente estabelecida como uma LLC de benefício público em 2021, separando-se do Twitter e iniciando sua jornada como uma entidade independente. 

A separação se tornou especialmente crítica após a aquisição do Twitter por Elon Musk.

Na época, isso colocou em dúvida o futuro financiamento da nova rede, embora a compra por Musk não tenha afetado imediatamente as operações como uma entidade separada.

É interessante pensar que antes da compra por Elon, o Jack era a favor do magnata como novo dono. 

No entanto, depois mudou de ideia e chegou a admitir que Musk “não agiu corretamente” na condução da empresa.

Concorrência com as polêmicas do X

Bom, as doses de polêmicas que o agora X, no comando de Musk, se envolveu foram muitas. 

E talvez você conheça algumas delas.

Ondas de demissão, verificações de conta, twitter blue e por aí vai…

A mais recente envolve o Brasil e o judiciário, inclusive.

A tensão entre Elon Musk e Alexandre de Moraes começou quando Musk, ameaçou reativar contas bloqueadas por ordens judiciais brasileiras relacionadas à disseminação de desinformação. 

Musk chamou Moraes de “ditador” e discutiu potenciais repercussões legais e financeiras, incluindo a possibilidade de fechar o escritório do X no Brasil. 

Moraes respondeu incluindo Musk em um inquérito sobre fake news e fixando multas por descumprimento. 

É uma grande discussão sobre regulamentação das redes sociais e a liberdade de expressão online…

Mas, do ponto de vista mais pragmático, isso pode ameaçar a presença da rede no País e, mais uma vez, os olhos se voltam para alternativas como essa.

O interessante é que, se antes existia uma lista de espera, em fevereiro de 2024 isso acabou.

Acho que é importante dizer que por um bom tempo ela era quase como uma rede social exclusiva para convidados, mas, felizmente, agora está aberta para todos. 

E com a nova situação, a rede tem recebido ainda mais usuários brasileiros: segundo Jaz, da equipe da Bluesky, a rede bateu a marca de 400 mil postagens em 24 horas, com pico de 8,1 posts em português por segundo, no dia 7 de abril (quando tudo começou!).

E, veja o skeet que eu me deparei quando ingressei na plataforma:

Dá para entender qual é a ideia da Bluesky, né?

Como funciona a Bluesky?

Bom, não é novidade, mas a Bluesky usa o Authenticated Transfer Protocol.

É uma linguagem de comunicação em código aberto construída sobre um sistema federado. 

Este protocolo é uma resposta ao desejo de uma web mais descentralizada e controlada pelo usuário.

E, a longo prazo, a plataforma terá seu código-fonte aberto para todos, o que significa que qualquer pessoa pode estudar esses dados ou desenvolver soluções utilitárias a partir dele.

 Sem um controle empresarial, a comunidade dita os rumos do serviço de modo mais democrático — o que tem a ver com a proposta da rede!

A interoperação facilitada também cria um mercado diversificado de serviços, permitindo uma concorrência saudável e proporcionando às empresas mais opções para se conectar com seu público.

Isso pode ajudar a melhorar a visibilidade da marca e a eficácia da comunicação!

Ah, e um dos grandes diferenciais dessa nova plataforma é oferecer mais autonomia ao usuário. 

Eu estou falando sobre possibilitar que os usuários escolham seus próprios algoritmos para controlar como e que tipo de conteúdo desejam consumir.

É um caminho para reduzir problemas relacionados à moderação de conteúdo e censura, além de incentivar a inovação através da contribuição de desenvolvedores externos.

A interface é bastante semelhante à do Twitter, conhecida como X, o que torna a transição para novos usuários intuitiva. 

(Agora não é mais um pássaro azul e sim uma borboleta, notou isso também?)

Nela, você pode postar, curtir, comentar e seguir outros usuários. As mensagens podem ter até 300 caracteres, e a linha do tempo é chamada de “skyline”, como falei.

Mas, por exemplo, não existe ainda DM por lá!

A empresa também anunciou que lançará um teste da plataforma em abril de 2024.

Essa versão permitirá que desenvolvedores utilizem seus próprios servidores separados, similar ao Mastodon. 

Isso significa que os usuários terão a liberdade de escolher qual servidor usar e, caso desejem mudar, poderão migrar para outro sem perder suas postagens, seguidores ou listas de seguidores.

Como entrar na Bluesky?

Agora que está liberado para todos, entrar na plataforma é bem simples!

Primeiro de tudo, você vai clicar em criar uma nova conta e, em seguida, vai aparecer uma página para preencher alguns dados.

O hosting provider pode ser customizado, mas o padrão é o da Bluesky Social.

De resto, você já sabe: e-mail, senha, data de nascimento…

Em seguida, é hora de escolher seu user. 

Aproveita que como é uma rede nova tem muita coisa disponível ainda!

Depois disso, o próximo passo é provar que você não é um robô e, em seguida, confirmar seu e-mail — o que também é comum em toda nova plataforma.

Lembre-se só de que ela ainda está em desenvolvimento, e novas funcionalidades e melhorias estão sendo constantemente adicionadas também!

Conclusão

Acho que a minha conclusão possivelmente também é a sua: a Bluesky se posiciona não apenas como mais uma plataforma de mídia social concorrente do X.

Ela é quase como um movimento em direção a um espaço digital mais autônomo e inclusivo, em que o poder volta para “as mãos dos usuários”.

Claro que também tem vários desafios nesse caminho, afinal, ainda não sabemos exatamente como será essa adesão e quais serão as futuras funcionalidades, por exemplo.  

No entanto, o que fica claro, ao meu ver, é a promessa de um caminho inovador e que tem potencial, sim, para ser muito bem aproveitado!

E você, já fez a sua conta na plataforma?

Até a próxima!

Perguntas frequentes

O que é a Bluesky?

A Bluesky é uma rede social descentralizada em desenvolvimento, idealizada por Jack Dorsey, cofundador do Twitter, que surgiu em 2019.

A plataforma visa oferecer uma alternativa mais aberta e transparente às redes sociais tradicionais, com foco na interoperabilidade, segurança e controle do usuário sobre seus dados.

Por que a Bluesky foi criada?

A Bluesky foi criada em resposta às crescentes preocupações com a centralização do poder nas mãos de grandes empresas de tecnologia, como o Twitter.

A plataforma busca oferecer uma alternativa mais democrática e transparente, onde os usuários têm mais controle sobre seus dados e como eles são usados.

Como entrar na Bluesky?

Em primeiro lugar,  é preciso selecionar a opção de criar uma nova conta. Em seguida, vai aparecer uma página para preencher alguns dados.

O hosting provider pode ser customizado, mas o padrão é o da Bluesky Social.  Você  também vai precisar incluir dados como e-mail, senha, data de nascimento. 

Depois, é hora de escolher seu user e, logo após, você deve provar que não é um robô e confirmar seu e-mail. Feito tudo isso, já está dentro da rede!

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