O Search Console entrou na era da IA: o que os novos relatórios revelam para SEO e GEO

Neil Patel
Co Founder of NP Digital & Owner of Ubersuggest
8 min read
Pessoa com caneta sobre uma barra de pesquisa com IA Generativa.

Durante quase dois anos, o mercado de SEO trabalhou como um detetive sem acesso às câmeras de segurança. Sabíamos que os AI Overviews estavam mudando o comportamento dos usuários. Mas havia um problema: o Google não mostrava os dados. 

Isso mudou em 3 de junho de 2026, com o novo relatório do Google Search Console (GSC) para IA Generativa.

O Google anunciou oficialmente os novos relatórios dentro do Search Console, criando uma visão dedicada para AI Overviews, AI Mode e outros recursos generativos da busca

Pela primeira vez, profissionais de SEO e GEO (Generative Engine Optimization) conseguem enxergar parte do que acontece dentro dessas experiências.

A novidade chega em um momento decisivo. Depois do Google I/O 2026, o AI Mode ultrapassou 1 bilhão de usuários mensais e os AI Overviews alcançaram mais de 2,5 bilhões de usuários.

A pergunta agora não é mais se a IA está mudando a busca. A pergunta é: o que os dados finalmente comprovam?

Neste artigo, vamos explorar:

  • O que é o novo relatório de IA generativa do Search Console: entenda como o Google passou a separar a visibilidade conquistada em AI Overviews e AI Mode dos dados tradicionais de busca.
  • Quais métricas o Google passou a disponibilizar: veja quais informações já estão disponíveis, o que ainda não aparece nos relatórios e por que isso importa para a análise de desempenho.
  • Como interpretar esses dados estrategicamente em 2026: entenda como transformar métricas de exposição em decisões práticas para SEO, GEO e geração de demanda.
  • O que significa o novo opt-out dos recursos de IA: saiba quando faz sentido permanecer nos resultados gerados por IA e quais são os impactos de abrir mão dessa visibilidade.

O que o Google passou a mostrar no novo relatório do GSC sobre IA Generativa?

Infográfico com as novas métricas do relatório de IA Generativa do GSC.

O relatório do Google Search Console mostra:

  • Impressões em AI Overviews e AI Mode;
  • URLs exibidas;
  • Países de origem das pesquisas;
  • Dispositivos utilizados;
  • Datas e evolução temporal.

Os novos relatórios funcionam como uma área específica dentro da seção de Performance do Search Console.

Nela, o Google separa a visibilidade conquistada em recursos generativos da busca dos dados tradicionais do Search.

Antes disso, impressões originadas dos resumos de IA ficavam misturadas no relatório geral, tornando praticamente impossível entender a origem real da exposição.

Existe, porém, um detalhe importante.

O Google decidiu liberar apenas dados de impressões neste primeiro momento. Cliques e CTR ainda não aparecem no relatório.

E essa ausência talvez seja tão interessante quanto os dados disponibilizados.

O que esse lançamento confirma sobre a busca generativa?

Ao longo dos últimos meses, uma das maiores discussões do mercado girava em torno de uma dúvida simples: os resumos de IA realmente aparecem com frequência ou estamos superestimando seu impacto?

O novo relatório praticamente encerra esse debate. Se o Google criou uma área específica para monitorar visibilidade generativa, é porque o volume se tornou relevante o suficiente para justificar uma camada própria de análise.

GEO e Search Everywhere Optimization

Outro ponto importante envolve a consolidação do GEO e do novo SEO, o Search Everywhere Optimization. Ou seja, a busca não é somente aquele mecanismo tradicional de ranqueamento e match com palavras-chave. É preciso estar em todos os canais (recursos de IA Generativa, redes sociais e SERP). 

Mudança do comportamento do consumidor

O lançamento também confirma que o comportamento do consumidor mudou, e isso tem a ver com um aumento de buscas.

A nova era das buscas, como o Google chamou, já está abrindo espaço para um aumento das buscas e da complexidade em termos de semântica. Ou seja, em vez de consultas simples, temos subconsultas dentro de consultas em uma lógica conversacional. 

É o que reforça Marcella Merigo, Diretora de SEO da NP Digital Brasil, em Webinar sobre esse novo recurso: “o Google acredita que isso [AI Overviews] pode gerar uma infinidade de novas buscas, porque a partir do momento em que estou conversando com o mecanismo de busca, com o Google, ele entende que as pessoas tendem a fazer mais buscas”.

Muitos líderes já atestaram isso antes do Google confirmar. No nosso material Nova Era das Buscas, 40% admitiram as mudanças no comportamento do consumidor com as IAs aparecendo como assistentes diretas e nova fonte de decisão. 

Quando o Google cria um relatório separado para experiências generativas, ele reconhece que existe uma dinâmica própria de descoberta e atribuição dentro desses ambientes.

É como a diferença entre aparecer em um outdoor e aparecer em um episódio de uma série da Netflix.

Nos dois casos você está diante do público. A forma de exposição, porém, é completamente diferente.

A busca tradicional continua baseada em rankings. Já os sistemas generativos operam em uma lógica de seleção, síntese e recomendação.

São camadas complementares, mas não idênticas.

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O que o lançamento do relatório de IA Generativa refuta?

O mercado passou boa parte de 2025 trabalhando com estimativas.

Ferramentas de terceiros tentavam identificar presença em resumos de IA. Estudos acadêmicos analisavam padrões de citação. Consultorias criavam modelos para estimar impacto em tráfego.

Agora temos um primeiro ponto de validação.

E uma das principais conclusões é que a visibilidade generativa não pode mais ser medida apenas por rankings orgânicos.

Uma página pode continuar em primeiro lugar para uma palavra-chave importante e, ao mesmo tempo, perder atenção do usuário porque a resposta foi entregue dentro de um espaço de visão geral feita pela IA.

Esse fenômeno lembra o que aconteceu com os featured snippets anos atrás.

A diferença é que agora a resposta ocupa muito mais espaço e resolve tarefas muito mais complexas.

A grande decisão estratégica: permanecer ou sair dos resultados de IA?

O ideal é permanecer nos resultados de IA. 

Junto com os novos relatórios, o Google anunciou testes de um recurso extremamente relevante. 

Os proprietários de sites poderão optar por não aparecer em AI Overviews e AI Mode sem perder o posicionamento na busca tradicional.

Essa era uma reivindicação antiga de publishers e empresas de mídia. Na prática, o Google afirma que essa escolha não será utilizada como sinal de ranking para resultados orgânicos clássicos.

Mas será que vale a pena sair? Para a maioria das marcas, a resposta provavelmente é não.

Imagine um programa de auditório com milhões de espectadores. Você descobre que algumas pessoas assistem ao quadro sem visitar sua loja depois. A solução seria abandonar o programa?

Provavelmente não.

O AI Mode já ultrapassou 1 bilhão de usuários mensais. Os AI Overviews atingiram 2,5 bilhões. Ignorar esses ambientes significa abrir mão de uma das maiores vitrines digitais do planeta.

Contudo, existem exceções.

Empresas de mídia altamente dependentes de pageviews podem ter incentivos diferentes. Alguns publishers argumentam que os resumos gerados pela IA reduzem visitas e receita publicitária. Essa discussão já motivou debates regulatórios no Reino Unido.

Para marcas focadas em autoridade e geração de demanda, entretanto, a presença tende a continuar sendo estratégica.

O futuro do SEO ficou um pouco menos invisível

A gente já sabia que o SEO tinha mudado. Dados como os da Bain, que mostram que 80% dos consumidores confiam em pesquisas sem cliques em 40% das suas buscas já nos deixavam preocupados. 

Durante meses, o mercado discutiu IA generativa com base em indícios.

Agora temos evidências.

O lançamento do novo relatório do GSC para IA Generativa não encerra o debate sobre AI Overviews, queda de CTR, etc. Na verdade, ele inaugura uma nova fase dessa conversa.

Pela primeira vez, profissionais de SEO conseguem avaliar o peso real da exposição em AI Mode. E podem se preparar para esse novo momento. 

Com o apoio de consultoria de SEO devidamente antenada nas mudanças, navegar por essas transformações é mais fácil. Que tal entrar em contato e começar já a se adaptar?

Perguntas Frequentes

O que é o relatório de GenAI do Search Console?

É uma nova área do Google Search Console que mostra a visibilidade de sites em recursos generativos como AI Overviews e AI Mode.

Quando o Google lançou esse novo relatório?

O anúncio oficial aconteceu em 3 de junho de 2026, com liberação gradual para os usuários.

O que ele mede exatamente?

O relatório mostra impressões, páginas exibidas, países, dispositivos e datas relacionadas à presença em recursos generativos da busca.

Por que ele ainda não mostra cliques?

O Google ainda não disponibilizou métricas de cliques ou CTR para experiências generativas. Atualmente, apenas impressões estão disponíveis.

O que fazer se minha propriedade ainda não tem o relatório?

O recurso está sendo liberado gradualmente. O ideal é acompanhar as atualizações do Search Console e aguardar a expansão global da funcionalidade.

O que é o opt-out de AI Overviews e AI Mode?

É uma configuração que permite impedir que o conteúdo apareça em recursos generativos do Google sem afetar o posicionamento na busca orgânica tradicional.

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Neil Patel

Sobre Neil Patel:

Co Founder of NP Digital & Owner of Ubersuggest

Ele é o co-fundador da NP Digital. O The Wall Street Journal o considera como influenciador top na web. A Forbes diz que ele está entre os 10 melhores profissionais de marketing e a Enterpreuner Magazine diz que ele criou uma das 100 empresas mais brilhantes do mercado. O Neil é um autor best-seller do New York Times e foi reconhecido como um dos 100 melhores empreendedores até 30 anos pelo presidente Obama e como um dos 100 melhores até 35 anos pelas Nações Unidas.

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source: https://neilpatel.com/br/blog/novo-relatorio-gsc-ia-generativa/