Neil Patel

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Como Aumentar a Receita de Tráfego Mobile com Relatórios AMP

amp traffic reporting

O Google diz que a maior parte dos sites mobile são muito lentos.

E você sabe que há um problema quando é o Google quem diz isso.

E a parte mais inacreditável é o quão lentos eles realmente são.

A melhor forma de reduzir a sua taxa de rejeição é fazer com que o seu site carregue em até sete segundos.

Mas o relatório recente do Google mostra que a maioria dos sites carrega três vezes mais lentamente do que isso.

Inacreditável, não é mesmo?

Eu posso te falar por experiência própria que as pessoas odeiam ter que esperar.

Pense um pouco sobre suas próprias experiências.

Você quer buscar os horários da sessão de um filme no seu celular, ou está procurando pelo menu de um restaurante.

Você precisa dessa informação agora. E provavelmente está dirigindo até lá enquanto pesquisa.

Clica no primeiro site e ele começa a carregar. Mas… nunca acaba. Você fica esperando e esperando.

O que você faz nessa situação?

Clica no botão de voltar, não é mesmo?

É certo que você não vai ficar esperando para sempre. Em vez disso, vai até a competição.

Agora, vamos inverter a situação. Seu site precisa ser diferente. Você não pode ter visitantes clicando no botão de voltar porque seu site demora demais para carregar.

E é aqui que o AMP Project do Google entra.

Eu serei o primeiro a admitir que o AMP não é perfeito. Há alguns problemas com ele.

Mas existem alguns casos nos quais ele é a sua melhor escolha.

O único problema é que muitas vezes você não sabe o quão popular suas páginas de AMP são.

Tecnicamente, elas são hospedadas em outro lugar. Isso quer dizer que essas páginas não irão aparecer na sua conta do Google Analytics.

Em vez disso, você terá que criar um relatório AMP de tráfego para analisar o desempenho delas.

E é exatamente isso que eu vou te mostrar como fazer.

Por que você deveria dar uma chance ao AMP?

AMP significa Acelerador de Páginas Mobile.

É um projeto de código aberto, mas tecnicamente, foi o Google quem o criou.

Então, você já pode imaginar alguns dos prós e contras que veremos.

Usar o AMP pode te ajudar a aparecer nos resultados de busca.

Tanto a Wired Magazine quanto o Gizmodo obtiveram inúmeros visitantes novos a partir das páginas de AMP deles.

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Outros estudos de terceiro mostraram que páginas AMP tendem a ter um lugar melhor no ranking do que páginas que não são AMP.

Páginas AMP são criadas para carregar rapidamente.

Você pode pegar o conteúdo do seu site e utilizar a infraestrutura delas.

O AMP irá remover boa parte do design desnecessário, reduzir o CSS, comprimir imagens e usar lazy loading para fazer com que o conteúdo seja a primeira coisa que as pessoas veem.

O resultado é uma página AMP com formato otimizado e retornada em resultados de busca.

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Aqui está um exemplo de como páginas AMP têm uma aparência um pouco diferente de páginas normais:

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É o mesmo conteúdo geral, apenas reformatado e otimizado para dispositivos mobile.

O AMP em si não vai te dar uma vantagem extra em mecanismos de busca, mas ele pode ocasionar uma melhor taxa de clique.

Na verdade, Gary Illyes já relatou que 90% de quem publica conteúdo está recebendo melhores CTRs. Isso é praticamente todos eles.

E possuir uma maior taxa de cliques em páginas de resultado de mecanismos de busca (SERP) muitas vezes é melhor do que ter uma colocação mais alta no ranking.

Páginas AMP carregam em segundos, o que significa que você também deve conseguir reduzir taxas de rejeição drasticamente.

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Por quanto tudo ótimo, certo?

O que poderia dar errado?

Bem, uma das grandes desvantagens é a quantidade de trabalho necessária para criar a página.

Você precisa fazer mudanças técnicas nessas páginas para fazer com que elas sejam compatíveis.

Esse processo pode ser tecnicamente complicado sem um programador. Ou então, é caro contratar um.

Por sorte, há algumas soluções já criadas.

Se você já está usando um sistema de administração de conteúdo, como o WordPress, existem algumas opções pré-construídas que pode usar.

A empresa por trás do WordPress, a Automattic, criou um plugin de AMP oficial.

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Ele adiciona bastante código extra às páginas para que o Google reconheça automaticamente as versões AMP.

Isso pode trazer alguns problemas para o SEO. Então o Yoast criou a Glue for Yoast SEO and AMP para o popular plugin de SEO do WordPress deles.

Essas soluções alternativas vão te ajudar a instalar o AMP no seu site do WordPress rapidamente.

Tem apenas um problema. Neste momento, nenhuma dessas opções te dá um grande controle sobre as análises.

Então você pode fazer com que as páginas sejam adequadas para uso mobile, mas não pode descobrir se isso está te beneficiando.

Obviamente, se o seu site possui anúncios, isso seria extremamente prejudicial. Também pode ser um contratempo para negócios de produtos ou líderes do mercado.

Você precisa saber quais páginas têm um bom desempenho e quais não têm. Também precisa acompanhar esses dados para obter melhores resultados.

Por sorte, já existem algumas soluções para isso, também.

Como fazer com que o AMP e o Google Analytics trabalhem juntos

Alguns meses atrás, o Google anunciou uma grande integração entre o AMP e o Google Analytics.

Antes disso, os dois não se misturavam.

Se um visitante fosse de uma página AMP para o um website padrão (ou vice e versa), haviam inconsistências no relatório do Google Analytics.

Por exemplo, ele trataria a visita como duas sessões diferentes.

Mas isso não deveria acontecer. Aquele era o mesmo visitante indo de uma página até a outra.

Então deveria ser contada como uma única sessão. A atividade em ambos deveria ser unida.

Por sorte, eles arrumaram esse problema em maio.

Agora, o mesmo ID de Usuário será compartilhado entre eles para que o Google Analytics possa registrar corretamente os visitantes.

E o melhor de tudo é que o Google estava lançando essas mudanças automaticamente.

Então você não tinha trabalho a mais algum. O Google faria essa atualização sozinho no plano de fundo.

Isso acontece se (e é um grande SE) você já uniu os dois.

O plugin da Automattic possui alguns recursos a mais para habilitar o Google Analytics. Mas você precisa conhecer o GitHub para fazer isso.

Por exemplo, você teria que especificar um fornecedor e uma configuração de JSON.

Isso não é para aqueles com coração fraco.

O que você faz se essa não é uma opção realista? Como é possível conseguir essa configuração?

Boa pergunta.

A opção mais fácil para usuários do WordPress é o plugin MonsterInsights.

Originalmente, esse plugin se chamava Google Analytics by Yoast.

Então Syed Balkhi o comprou.

Ele está por trás de outros produtos que você pode já conhecer, incluindo o OptinMonster e o WPBeginner.com.

O MonsterInsights vai te custar pelo menos $99 se você quiser a versão do AMP Analytics.

Mas há alguns motivos para ele custar tudo isso.

Primeiro, esse plugin é usado por mais de 16 milhões de pessoas.

Isso quer dizer que ele está entre os mais populares, se não for o mais popular, do espaço.

O segundo motivo é o custo de oportunidade.

Quanto tempo levaria para você criar tudo isso manualmente? Provavelmente muito tempo.

E quanto te custaria contratar um programador que faça isso por você? Seria muito mais do que cem dólares.

O tempo é a mercadoria mais preciosa de um empreendedor, não o dinheiro.

Então não o gaste à toa.

Dizem que “Quem tem cem mas deve cem, pouco tem”, certo?

Também existe a opção gratuita com o Google Analytics Dashboard para o WordPress.

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Plugins gratuitos WordPress normalmente me assustam, para falar a verdade.

Você nunca sabe o que eles vão fazer.

Escolha um errado e ele pode acabar com o seu site.

Já tive até dois plugins da mesma empresa criando conflitos.

Já tive plugins que criaram erros que não permitiam às pessoas comprar do meu site. Você pode imaginar o quanto me atrapalhou esse problema.

Já passei pessoalmente por todo problema que você puder imaginar.

Então aqui está como podemos verificar se o risco é justificado.

Analise os dados:

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Antes de tudo, quando ele foi atualizado pela última vez?

Nesse caso, “2 horas atrás” é incrível. É um sinal positivo.

De forma ideal, ele deveria ser atualizado dentro das últimas semanas. Se a última atualização aconteceu há mais de seis meses, você pode ter problemas.

O segundo fator a se considerar é o número de “Instalações ativas.” Aqui, mais de um milhão é outra luz verde.

Por último, veja as opções de versão do WordPress.

Você deve verificar se alguém já testou o plugin na versão do WordPress que está usando nesse momento.

Isso é importante porque o WordPress fornece atualizações o tempo todo — talvez até a cada um mês ou dois.

Os plugins que você usa precisam acompanhar as atualizações, senão você terá problemas.

Então esse plugin gratuito é aceitável.

Pessoalmente, eu não o usei. Mas a copy do plugin diz que ele irá adicionar análises básicas do Google Analytics à páginas AMP.

Crie um backup do seu site. Então dê uma chance a um desses plugins.

A seguir, podemos começar a falar sobre como analisar estes novos insights de tráfego AMP.

Como usar relatório AMP de tráfego para ganhar mais dinheiro

Uma pesquisa da Adobe diz que 38% dos usuários mobile “não irão se engajar com um site se o conteúdo ou o layout não é atrativo.”

Dois terços dessas pessoas o consideram o “aspecto mais importante.”

O que eu quero dizer é, você não pode oferecer uma experiência mobile ruim.

Mas ainda há uma boa notícia: o Google Analytics já pode te ajudar a diagnosticar esse problema em potencial.

Por exemplo, vá até a seção “Audiência” e dê uma olhada em “Mobile.”

Agora, observe o lado direito para encontrar as taxas de conversão em mobile vs. desktop.

Você não quer que exista uma diferença enorme entre elas.

De forma ideal, não haveria uma grande diferença entre as taxas de conversão entre ambos os dispositivos.

Mas usualmente haverá, especialmente se a experiência mobile que você oferece não é boa.

Esse é o objetivo de analisar o tráfego AMP. E é por isso que passamos por todo esse esforço para criar um.

Precisamos ver o que está acontecendo, o que está funcionando, o que não está, e então precisamos encontrar uma forma de consertar o problema.

Por exemplo, você pode esperar ver altos níveis de visualizações de página e igualmente altas taxas de rejeição para conteúdo AMP.

Muitas vezes, esse novo conteúdo AMP será encontrado através de pesquisas orgânicas. Você faz algumas buscas e depois vai embora.

Deve-se dar uma olhada mais profunda, entretanto.

Vá além das métricas de vaidade para saber quanto engajamento ou quantos clientes essas páginas estão te trazendo.

Lembre-se: engajamento traz renda.

Assim que tiver feito esses passos, você deve passar a ver o AMP como uma nova fonte de tráfego de referência dentro do relatório de “Aquisição”.

Lembre-se de que esses dados mostram suas referências.

Em outras palavras, são as pessoas que foram trazidas por páginas AMP e levadas até as suas outras páginas.

Pense nisso como uma fonte ou um mediador nesse caso.

Por exemplo, você pode desejar comparar as referências do Facebook e do Twitter. Isso te dá uma noção sobre qual canal tem um melhor desempenho.

E então você pode mensurar o ROI de cada um comparado com o tempo ou o dinheiro que você está gastando.

Trate as páginas AMP da mesma forma.

Você pode esperar que a maior parte das pessoas encontre páginas AMP através do Google. Então, entenda essas páginas como uma extensão da sua estratégia de SEO.

Outro relatório incrível que Jeremy Gottlieb expõe é quantas conversões suas páginas AMP estão “auxiliando.”

Vou explicar.

O Google Analytics muitas vezes concede os dados à uma atribuição de “último toque”.

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Isso dá 100% do crédito pela conversão à última fonte que levou à ela.

Isso não é errado, necessariamente. Mas usualmente distorce os seus dados.

Ele não leva em consideração os canais que induziram a visita inicial. Ele ignora aqueles que trouxeram um visitante de volta para que você pudesse construir confiança antes de converter.

Então só é vista uma pequena parte da realidade.

Você pode se mudar para outros modelos diferentes de atribuição dentro do Google para reduzir esse efeito.

Não há uma só resposta correta. Sempre vai depender do seu objetivo.

Por exemplo, se você está administrando um gasto enorme com anúncios no Facebook, pode acabar preferindo a atribuição do Primeiro Toque.

Muitas vezes, essa é a forma mais fácil de ver como as sua atividades estão criando resultados.

O Google Analytics também tem relatórios de funis multi-canais para te ajudar a resolver esse problema.

Atualmente, é bastante comum que os visitantes usem múltiplos canais antes da conversão.

Então esse relatório tem um modelo de “Conversões Auxiliadas” que vai destacar a forma como diversos canais trabalham juntos para produzir uma conversão.

Você pode criar isso para páginas AMP indo até o Channel Groupings.

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Jeremy recomenda criar um novo canal para “AMP” e trocar a fonte para “amp.”

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Agora, volte para a visualização original de “Conversões Auxiliadas” para ver como as suas páginas AMP estão atribuindo para a linha final.

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Páginas AMP são como uma ferramenta de descoberta.

A principal razão para criá-las é para obter uma melhor posição no ranking de resultados de busca.

Faça isso e você irá atrair mais pessoas para o seu conteúdo.

Fazer isso com AMP também significa que você tem uma chance melhor de manter essas pessoas no seu site por mais tempo.

Isso quer dizer que também terá uma chance melhor de fazer com que eles sejam convertidos.

Talvez eles irão primeiro até a sua newsletter. Talvez eles lerão as primeiras páginas antes de serem convertidos.

Mas o que importa é que, o AMP é como uma passagem para descobertas.

É feito para ajudar as pessoas a te encontrar pela primeira vez.

Pessoas que já conhecem a sua marca irão vê-los e estarão mais propensos a te visitar novamente no futuro.

Essas páginas não os levarão diretamente até a conversão, mas elas são o primeiro passo. E é exatamente disso que você precisa.

Conclusão

A maior parte dos sites mobile é muito lenta.

Isso eleva as taxas de rejeição. E muitas vezes resulta em taxas de conversão mais baixas em dispositivos mobile.

Pense no custo de oportunidade envolvido.

Mesmo perdendo alguns pontos percentuais pode significar uma perda grande de receita.

O AMP foi criado para ajudar a resolver esse problema.

Um pouco de código extra é só o que está te impedindo de consertá-lo de uma vez por todas.

Ele cria algumas complicações a mais, entretanto.

Muitas vezes você não consegue ver o desempenho do seu conteúdo.

Durante muito tempo, ele também criou alguns problemas com a forma como o Google Analytics fazia os relatórios do seu desempenho.

Ele contava um visitante de ia de uma página AMP para o seu site principal como duas sessões diferentes.

Todos os dados eram divididos em visitantes diferentes e você perdia toda aquele rastro digital valioso.

Por sorte, isso já foi resolvido.

Você pode integrar as duas primeiras plataformas para fazer com que seus dados passem de uma para a outra perfeitamente.

O único problema que resta é criar um relatório AMP corretamente em primeiro lugar.

A maioria dos sistemas de administração de conteúdo tem opções já inseridas. O WordPress, por exemplos, tem algumas opções muito boas.

De forma ideal, você deveria conseguir ativá-las com apenas alguns cliques. Dessa forma, não vai ter que pagar milhares de dólares para que um programador as faça manualmente.

Sessões induzidas por AMP vão ser mostradas como uma nova fonte ou mediador dentro do Google Analytics.

Você pode tratá-las como tráfego orgânico de busca para saber quantas pessoas estão descobrindo o seu site pela primeira vez.

Também é possível ativar as Conversões Auxiliadas para entender melhor como essa descoberta inicial leva a mais clientes.

Ligar os pontos dos seus dados é a única forma de descobrir se o seu investimento está te trazendo retorno.

E o melhor de tudo, você poderá ver quais páginas AMP têm melhor desempenho.

Também é possível perceber tendências. Você pode ver quais tópicos se sobressaem.

E ainda pode adequar toda a sua estratégia de conteúdo para obter resultados ainda melhores.

Quais das suas páginas AMP estão funcionando melhor e por quê?

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