Neil Patel

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Acessibilidade na web: o Que é e Quais São as Suas Diretrizes

ilustração relacionada a acessibilidade na web

A busca pela acessibilidade na web não é apenas uma prática recomendada, mas um dever para websites.

Afinal, a internet é para todos e o acesso à informação é um direito universal.

Quando falamos em marketing digital, isso também significa mais oportunidades de negócios.

Imagine qual seria a sua frustração ao descobrir que a sua série favorita na Netflix está em japonês e sem legendas.

Não seria a melhor das experiências, não é mesmo?

É exatamente sobre isso que se trata o assunto: a quebra de barreiras.

Em outras palavras, fazer com que todas as pessoas possam realizar as mesmas ações sob condições iguais e desfrutar de experiência agradável.

Se você quer saber mais sobre acessibilidade na web, chegou ao lugar certo.

Neste artigo, vou tratar a fundo sobre o tema e explicar o que é, quais são suas diretrizes e muito mais.

Esse é um assunto de interesse não apenas de usuários que se beneficiam da maior acessibilidade, mas de todas as marcas e empresas que estão presentes na internet.

Siga acompanhando!

O que é Acessibilidade na Web?

web acessivel para deficientes físicos

Acessibilidade na web é a prática de tornar conteúdos e funcionalidades acessíveis a todos os usuários. Ou seja, pessoas com deficiências, por meio diferentes dispositivos tecnológicos e conexões e com variadas experiências precisam ser capazes de compreender, navegar, perceber, interagir e contribuir no ambiente digital.

De maneira bem simples, a acessibilidade na web está relacionada à facilidade de acesso.

Tome como exemplo quando uma pessoa cega acessa a uma página na internet.

Hoje, existem ferramentas assistivas de leitura que transformam o conteúdo textual em áudio.

De modo semelhante, os alt texts, que são os textos alternativos das imagens, descrevem em palavras o que contém nas figuras.

O mesmo vale para um usuário daltônico ou com deficiências físicas, de fala, cognitivas e neurológicas.

Você já imaginou o quão frustrante é para um usuário que não escuta acessar a um vídeo no YouTube sem as legendas ou a tradução simultânea em libras?

É importante praticar a empatia e colocar-se no lugar do outro para entender.

Por conta desse tipo de barreira que não pode existir, a atividade primária da acessibilidade na web diz respeito a pessoas.

No entanto, ela vai além.

Vamos supor que uma pessoa deseje comprar algo em sua loja virtual.

Ela segue todos os procedimentos, mas, na hora de fechar o negócio, descobre que há uma funcionalidade no site que não roda nas configurações de seu dispositivo.

Isso também ocorre, por exemplo, quando uma página é muito pesada e não é carregada na velocidade de conexão de um indivíduo.

Ou seja, restrições tecnológicas

De modo similar, acontece também com pessoas que não estão acostumadas a lidar com dispositivos digitais.

Pode ser algo distante da sua realidade, mas essa situação se apresenta com bastante frequência com idosos.

Uma pessoa mais velha, que não lida rotineiramente com a internet, pode ter dificuldade em saber em quais locais deve clicar, onde inserir os dados ou qualquer outra ação regular.

Por isso, a acessibilidade na web tem uma função essencial na sociedade.

Ela se destina a facilitar que qualquer um possa cumprir seus objetivos ao interagir com as páginas da internet.

Por que Acessibilidade na Web é importante?

importância da acessibilidade na web

Da mesma forma que as rampas em shoppings para cadeirantes permitem a locomoção de deficientes físicos em cadeiras de rodas, a acessibilidade na web traz às pessoas a possibilidade de navegar na internet.

Quando uma página não é acessível, é o equivalente a uma porta fechada.

Além de sua função social, há também a garantia da otimização do tráfego.

No Brasil, segundo a Organização Mundial de Saúde, há 45,6 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência, o que equivale a quase 25% da população.

Desses, 18,6% apresentam deficiência visual, 7% deficiência motora, 5,1% auditiva e 1,4% deficiência mental.

Como percebemos, uma parcela considerável de internautas pode apresentar algum tipo de dificuldade durante a navegação.

É por isso que, ao criar um website, é necessário considerar esse fator e ajudá-los a ter boas experiências no meio online.

Esse elemento, inclusive, é considerado pelo Google e outros mecanismos de buscas.

Ou seja, é um fator de ranqueamento que pode fortalecer ou comprometer o SEO (Search Engine Optimization) de websites.

Passando à esfera legal, a Lei de Brasileira de Inclusão (LBI), sobre a qual vou falar na sequência, obriga que todos os sites brasileiros, públicos ou privados, sejam acessíveis.

Entretanto, menos de 1% deles se encaixam nos padrões exigidos, de acordo com levantamento da BigData Corp, em 2019.

Isso dificulta até mesmo ações simples, como consumir conteúdo na web e utilizar funcionalidades de aplicativos.

Para saber como se enquadrar nas exigências, você pode acessar as Diretrizes de Acessibilidade para Conteúdo Web (WCAG).

4 Ferramentas de acessibilidade na web

digitais como opções de acessibilidades na web

Apesar de sua importância, há uma grande dificuldade por parte de administradores para implementar a acessibilidade na web.

Isso fica claro com os dados da BigData Corp, considerando que 99% dos sites está fora das diretrizes.

Então, é claro que ninguém espera que isso aconteça da noite para o dia.

No entanto, é preciso começar, pois há uma necessidade imediata.

Tanto que já existem diversos desenvolvedores com a mão na massa para criar soluções para o problema.

A seguir, conheça algumas das principais ferramentas existentes com esse objetivo.

Hand Talk

O Hand Talk é um plugin que traduz todo o conteúdo de um site para libras.

Assim, pessoas com deficiência auditiva conseguem navegar tranquilamente entre as páginas do site.

Sua instalação é bem simples e, quando realizada, ativa um intérprete virtual que realiza a ação automaticamente.

Essential Accessibility

Já o Essential Accessibility é uma ferramenta assistiva desenvolvida para auxiliar a navegação de pessoas com diferentes tipos de deficiência.

A lista inclui diferentes perfis de usuários, que apresentam dificuldade em utilizar o mouse e o teclado, fruto de limitações relacionadas aos seguintes fatores:

  • Idade
  • Derrame
  • Paralisia
  • Artrite
  • Artrose
  • Barreiras congênitas
  • Esclerose múltipla
  • Paralisia cerebral
  • Mal de Parkinson.
  • Deficientes auditivos
  • Deficientes visuais
  • Pessoas com problemas de aprendizado.

A Essential Accessibility oferece a acessibilidade multimídia, garantindo que conteúdos em áudio e vídeo contenham legendas, transcrições e audiodescrições.

BrowseAloud

O BrowseAloud, por sua vez, é composto por uma série de ferramentas que adiciona fala, leitura e tradução para websites.

Com essa ferramenta, são beneficiadas pessoas com dislexia, baixa escolaridade, deficiência visual ou que simplesmente não compreendem o idioma nativo da página.

Ela oferece um plugin para WordPress que permite uma série de configurações, incluindo a velocidade com a qual os textos são lidos.

DYNO Mapper

A DYNO Mapper é uma solução que varre websites e apresenta um diagnóstico completo de acessibilidade na web.

Isso inclui elementos de design e usabilidade para pessoas com os mais diversos tipos de deficiência.

Elabore diretrizes para melhorar a acessibilidade na web

melhora da acessibilidade web

Agora, já sabemos o que é a acessibilidade na web e por que ela é importante.

No entanto, existem diversos elementos a serem considerados.

Afinal, as pessoas são diversas.

A seguir, conheça algumas das principais diretrizes para melhorar esse componente nas páginas do seu site.

Não dependa da cor (daltônicos)

Em toda a internet, designers e desenvolvedores utilizam a psicologia das cores para deixar suas páginas mais bonitas.

Mas não se trata apenas de um elemento de branding ou de otimização da taxa de conversões, pois elas também são importantes para conceder acesso às pessoas.

Normalmente, associamos a cor verde à permissividade, enquanto o vermelho se relaciona a alertas, não é mesmo?

Isso não representa muito quando um daltônico acessa o conteúdo, pois ele não vê as cores da mesma forma que uma pessoa sem a condição.

Essa é uma deficiência visual que atinge 1 a cada 8 homens no mundo, de acordo com dados de 2018 da Colour Blind Awareness.

Por conta disso, para manter a acessibilidade, é preciso investir em rótulos ou ícones que diferenciam ações sem levar em consideração somente as cores.

Não bloqueie o zoom (dificuldade visual)

Alguns websites vêm com configurações padronizadas que desativam a funcionalidade de zoom nas páginas da web em dispositivos móveis.

Isso pode ser um erro.

Aproximadamente 30% da população global tem problemas com astigmatismo, deficiência que deixa a vista embaçada.

Por isso, é melhor ficar de olho no comando limitante, o [maximum-scale=1.0].

Deixe que o próprio usuário determine o tamanho da fonte.

Atributo alt (deficientes visuais)

Quando você adiciona uma imagem em CMSs, há um campo frequentemente ignorado por webmasters.

É o chamado alt text (ou atributo alt), obrigatório para qualquer arquivo marcado como [img].

Normalmente é um campo que acompanha o título e a legenda das fotos.

No entanto, ele tem um papel muito importante: permite que as ferramentas de leitura para cegos e deficientes visuais interpretem a imagem.

Portanto, para que seja acessível, deve descrever o que se passa na imagem.

Subtítulos e legendas nos vídeos (deficientes auditivos)

Alguns vídeos do YouTube permitem a ativação de legendas automáticas.

Mesmo que sejam muitas vezes imprecisas, isso tem uma razão óbvia.

Afinal, é a única maneira que pessoas com problemas de audição têm para compreender o que se passa no conteúdo.

Por isso, sempre que possível, habilite esse recurso.

Caso você mesmo opte por legendá-lo, melhor ainda.

Conteúdo em áudio (deficientes visuais)

O conteúdo em áudio já é algo que faz parte de uma boa parcela das páginas da internet.

Mas isso não busca beneficiar somente pessoas que escutam o conteúdo enquanto dirigem ou a caminho do trabalho, por exemplo.

Na realidade, é uma ótima maneira para facilitar o consumo de informações úteis por parte de pessoas cegas, que têm uma experiência acessível na hora de navegar.

Semântica = acessibilidade (palavras alternativas)

As tags de semântica podem ser inseridas em um código HTML.

Isso quer dizer que palavras alternativas são adicionadas para quem desconhece o sentido daquela usada originalmente.

Essa ação facilita a leitura do usuário, que não precisa navegar com um dicionário ao lado ou realizar uma busca na internet.

Use a marcação correta (tag)

As etiquetas corretas são essenciais para pessoas com qualquer tipo de deficiência.

Afinal, ao utilizar tags que não condizem com o conteúdo, a experiência do usuário será prejudicada, seja ele deficiente ou não.

Elas funcionam como agregadores e categorizam elementos de página.

Portanto, utilizá-las é o mesmo que facilitar a navegação.

Elementos de acessibilidade na web

Praticar a acessibilidade na web é uma grande responsabilidade.

Isso é normal, já que o desenvolvedor normalmente não passa pelos mesmos problemas cotidianos de uma pessoa com deficiência, por exemplo.

Por isso, a seguir, confira um checklist para verificação de elementos para tornar um site acessível.

Descrição das imagens

As imagens de um site ou blog devem conter uma descrição detalhada para que as ferramentas para deficientes visuais a identifiquem.

Assim, acontece a leitura oral da imagem, que especifica o que se passa.

Site em flash

Alguns criadores de sites utilizam a tecnologia de flash na composição de peças visuais.

Para a acessibilidade na web, isso é um grande problema.

Isso porque são baseados em imagens.

O que significa que os leitores eletrônicos não conseguem identificar o conteúdo, trazendo uma péssima experiência para deficientes visuais.

Captcha

O captcha é um acrônimo para “Completely Automated Public Turing test to tell Computers and Humans Apart” (teste de Turing público completamente automatizado para diferenciação entre computadores e humanos).

Se já é complicado entender o que significa, imagine interpretar letrinhas distorcidas para pessoas que têm alguma disfunção cognitiva.

Hoje, existem soluções que realizam testes alternativos, inclusive validando a presença humana por meio de áudio.

Teclado virtual

Os teclados virtuais são muito comuns em preenchimento de senhas em sites de bancos, por exemplo.

No entanto, gera sério problemas para quem tem problemas como o mal de Parkinson ou algum tipo de deficiência física.

Mesmo que seja uma questão de segurança, você precisa considerar esse elemento, já que algumas pessoas não conseguirão acessar as páginas que desejam.

Atalho para conteúdo

Você sabe como uma pessoa cega navega na internet?

Ao acessar uma página, ela clica na tecla “tab”, que transita entre os itens presentes.

Agora, imagine o quanto essa simples tarefa é complicada quando há elementos sobrepostos, links e pop ups surgindo em meio à tela.

Não precisa e não deve ser assim.

Aqui, a dica é colocar um botão para que a pessoa acesse diretamente o conteúdo desejado.

Atalhos no teclado

Como visto, a navegação para deficientes visuais é realizada por meio do teclado.

Por isso, permitir atalhos é uma ótima ideia para facilitar a sua acessibilidade.

Botões com frase em imagem

Os botões são elementos fundamentais em qualquer estratégia de marketing.

Porém, um erro muito comum é a inserção de chamadas para a ação em textos inseridos somente na imagem.

Por exemplo, quando o botão “comprar” não possui um texto alternativo.

Obviamente, isso impossibilita a conversão de uma pessoa com deficiência. Então, vale dar atenção especial a esse detalhe.

Lei de acessibilidade digital

lei sobre acessibilidade digital

O já distante Censo de 2010, realizado pelo IBGE, identificou 45 milhões de brasileiros com alguma deficiência.

Como qualquer cidadão, grande parte deles usa a internet diariamente, seja para lazer, pesquisas ou para trabalhar.

Nada mais justo, portanto, que a legislação dê atenção a esse público, garantindo a acessibilidade na web.

O regulamento em questão é a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência – n.º 13.146/2015.

Todo o seu capítulo II, que trata do acesso à informação e à comunicação, merece leitura.

Mas separei um trecho para que você possa entender porque oferecer a acessibilidade é uma obrigação de toda marca ou empresa com presença digital.

“Art. 63. É obrigatória a acessibilidade nos sítios da internet mantidos por empresas com sede ou representação comercial no País ou por órgãos de governo, para uso da pessoa com deficiência, garantindo-lhe acesso às informações disponíveis, conforme as melhores práticas e diretrizes de acessibilidade adotadas internacionalmente.

§ 1º Os sítios devem conter símbolo de acessibilidade em destaque.”

Conclusão

Neste artigo, vimos o que é acessibilidade na web e por que ela é importante.

Também demos uma vasculhada mais profunda e conhecemos algumas ferramentas essenciais para aplicá-la.

Além disso, observamos as diretrizes para o acesso na internet e concluímos com um checklist de elementos que devem ser avaliados ao colocar um website no ar.

Agora, você tem o que precisa para disponibilizar acesso a qualquer pessoa que queira navegar pelas suas páginas.

Marcas e empresas precisam estar atentas a essa parcela do seu público – e não apenas porque a legislação manda.

Parte da sua autoridade e reputação depende da experiência online que oferecem às pessoas.

Restou alguma dúvida? Deixe seu comentário.

E aproveite para contar: você já teve algum problema relacionado à acessibilidade na web?

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